[sapl-dev] Futuro do SAPL

Claudio Morale claudiomorale em interlegis.gov.br
Quarta Maio 11 08:31:39 BRT 2011


Olá Luciano, gostaria de tecer esclarecimentos sobre suas colocações, as 
quais em parte discordo: nunca é demais lembrar que o SAPL foi criado 
pelo Interlegis e é distribuído de acordo com os termos da licença GPL. 
Isso quer dizer que ninguém da Comunidade do Legislativo, ou fora dela, 
  nem a Câmara de Hortolândia nem a Openlegis, ou quem quer que seja, 
poderão se apropriar dele. No máximo, criar um fork.

Há no mundo do software livre existe uma máxima que, vou repeti-la aqui 
a despeito dela já ser uma velha conhecida: a próxima versão fica pronta 
somente quando estiver pronta. Simples assim.

Em relação a responsabilidade pela manutenção no Interlegis achei que 
você já soubesse: ela é minha e é feita com ajuda de meus pares, sua, do 
Sérgio, do Lepri, do Rogério, e tantos outros. Como se pode ver não 
resolvo tudo sozinho e nem tenho essa pretensão, mas tenho centralizado 
as demandas e os anseios bem como discutido os avanços com todos aqueles 
que tem se colocado à disposição. Também, o controle de versões existe, 
tanto é que você faz uso dele, por vezes não com a disciplina que 
gostaríamos. Mas sempre poderemos promover melhorias em nossos 
processos. O Interlegis tem orientado e vem estimulando (desde sempre) a 
maior participação da Comunidade do Legislativo no processo de evolução 
de seus produtos de modo geral respeitando a dinâmica delas e, em 
particular, com a criação de grupos como é o caso do Sapl-dev, seja para 
a simples indicação de um bug, para a apresentação de sugestões, que 
levem a inovação do produto com a adição de novas funcionalidades ou 
mesmo tecnológica. Por que? Também aqui a resposta é simples, mas vou 
ressaltar: porque o produto tem no legislativo o seu usuário final, 
então quanto maior a sua participação no encaminhamento sobre aquilo que 
o produto deve fazer como no uso de tecnologias melhor irá atende-lo.

Os desafios que encontramos no sentido de conciliar a participação de 
todos, respeitando qualquer que ela seja,  são muitos. Por vezes, alguma 
regra é violada, mesmo de modo bem intencionado – e quase sempre é 
assim. Nesses casos, temos 2 ações a tomar: ou a rejeitamos ou a 
aceitamos juntamente com os ônus decorrentes. Para citar um exemplo, 
você ao adicionar a possibilidade de se incluir a biografia do 
parlamentar ao conjunto de dados a ele pertinente, adicionou uma nova 
coluna na tabela parlamentar. Qual o problema que há nisso? Neste caso, 
não bastava apenas um “svn up” para atualizar o código – era preciso 
fazer também uma alteração no banco. Isso trouxe junto com o benefício 
da inovação,  também um ônus, porque o Sapl passou a ter problemas de 
execução anormal em parte já estável do código criando instabilidade e 
certa insegurança. Nesse caso, como se diz: o santo não vale a vela, ou 
seja, o benefício e muito inferior se analisarmos o desgaste causado. 
Mas resolvi assumir esse ônus, contrariando orientação interna de meus 
pares que desaconselhavam, como forma de não desestimular a sua 
participação, que entendo ser de grande valia para todos, a despeito de 
ter que ficarmos nos justificando junto aos usuários e, também, 
internamente ter que atualizar mais de 70 bases de dados. Entendi, que 
mais valeu pelo respeito e valorização de uma iniciativa sua, que inovou 
ao introduzir um editor de texto, do que pela biografia do parlamentar 
em si, o que é um dado opcional, não tão imprescindível assim no 
contexto do Sapl.

Assim, continuamos a contar com a sua colaboração e de todos aqueles 
que, enfatizo, de algum modo quiserem contribuir para o fortalecimento 
da Comunidade do Legislativo.

abraço

Em 09-05-2011 18:13, Luciano De Fazio escreveu:
> Jean,
>
> Ao que parece, no final das contas, tudo se resume à falta de um mantenedor
> para o SAPL.

Isso é uma inferência sua mas não uma verdade.
>
> Já que o Interlegis não possui elementos em seu quadro funcional para
> exercer esse papel, talvez esteja faltando alguma iniciativa do Gitec, em
> nível de comunidade, para dirimir essas questões de validação e homologação
> do SAPL, possibilitando que tenhamos versões periódicas, efetivamente
> estáveis desse software, com evolução controlada e planejada.

Isso é uma visão distorcida, pois o Sapl tem evoluído ao longo do tempo. 
Temos fórum adequado para dirimir questões, etc.
>
> O conceito de comunidade representa um grupo de pessoas que se organizam com
> interesses e objetivos semelhantes.

Correto, as vezes é preciso relembrar.
>
> Qual o motivo para que, após diversos anos de existência do Gitec, a
> comunidade ainda não tenha assumido as "rédeas" do desenvolvimento do SAPL?
> Afinal de contas, quem melhor que os próprios usuários para saberem de fato
> quais rotinas precisam ser contempladas num software dessa natureza?

A resposta é porque de fato essa é uma responsabilidade do Interlegis.
>
> Talvez o Encontro anual do Gitec possa servir também como oportunidade para
> sugestões e definição de requisitos para versões futuras do Sistema de Apoio
> ao Processo Legislativo, através da formação de grupo de trabalho composto
> por usuários desenvolvedores e equipe do Interlegis, para a escolha de
> mantenedores periódicos, com revezamento por versão.

As listas e os eventos realizados pelo Interlegis tem criado 
oportunidades para as sugestões. O Encontro anual é mais um.

> Isso não significa que esse "mantenedor" seria o responsável. sozinho, pelo
> desenvolvimento de novas rotinas e funcionalidades, mas teria atribuições de
> controlar, acompanhar as diretrizes de desenvolvimento, testar e homologar
> implementações de outros membros para, no final de seu período, compilar
> tudo em uma versão oficial considerada "estável" e "oficial" do SAPL, ao
> mesmo tempo, com respaldo do Interlegis para capacitação e formação de novos
> desenvolvedores na comunidade.

Isso já acontece. Ocorre que a liberdade toda que se tem hoje por vezes 
é confundida com licença para tudo, o que convenhamos não é correto.
>
> Penso que o desenvolvimento do SAPL possa ser dinamizado, ouvindo as
> necessidades dos usuários, elegendo entre elas as que sejam de interesse
> coletivo, e tornando o software cada vez mais confiável e com futuro ainda
> mais promissor.
>
Neste ponto há uma coincidência de pensamentos que acredito seja de todos!
>
> []'s
>
> Luciano De Fázio
>
>


-- 
Claudio Morale
Analista de Sistemas
Interlegis - Brasília (DF)


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