[interlegis] Por um Plano (minimamente estruturado) de Comunicação para o Interlegis

Hélio Teixeira heliolteixeira em gmail.com
Quarta Abril 28 17:44:57 BRT 2010


Os anexos seguem em outra mensagem. Devido ao tamanho (acima do
permitido), eles foram bloqueados automaticamente pelo sistema.

Já solicitei a liberação ao moderador. Assim que a liberação for feita
todos poderão ter acesso a eles.

Grande abraço

Hélio Teixeira



Em 28 de abril de 2010 17:41, Hélio Teixeira
<heliolteixeira em gmail.com> escreveu:
> Pessoal
>
> Há exatos 60 dias e algumas horas, publiquei na lista Gicom um
> documento (que envio em anexo) com algumas sugestões que, ao meu ver,
> poderiam servir para dar início a uma saudável discussão que levasse a
> elaboração de um Plano de Comunicação para o Programa Interlegis.
>
> Para a minha surpresa, a única resposta que recebi dos responsáveis
> pela comunicação do Programa, foi o SILÊNCIO. Um silêncio tão
> deselegante que me fez refletir bastante nos últimos dias.
>
> Para vocês terem uma ideia do quanto essa atitude foi deselegante,
> imaginem a seguinte situação: você compra um presente para alguém que
> você considera muito, embrulha em papel de presente e entrega o
> presente. Para a sua surpresa, a pessoa (por algum motivo qualquer)
> recebe o presente com aquele sorriso amarelo (de quem não gostou) e
> sequer se dá o trabalho de abrir o pacote para ver o que há dentro...
> É ou não é o cúmulo da deselegância?
>
> Pois bem, deixa pra lá. Afinal, meu principal (e mais importante!)
> compromisso é com a nossa Comunidade. Portanto, que me perdoem os
> colegas da comunicação do Interlegis, mas eu não poderia deixar de
> comentar, ou melhor, de pelo menos tentar adivinhar o que poderia
> "justificar" tamanho SILÊNCIO.
>
> Como não tenho poderes paranormais, não posso afirmar com certeza o
> real motivo do tal SILÊNCIO. Por isso,só me resta tentar imaginar
> alguns cenários que possam de alguma maneira explicar esta atitude.
> Vamos a eles:
>
> CENÁRIO 1 - o pior de todos, para mim, é claro! rsrsrs - "NÃO GOSTEI
> ESSE DOCUMENTO... ELE É UM LIXO" - Vamos imaginar que foi esse o
> sentimento dos colegas da comunicação do Interlegis ao lerem o
> documento enviado por mim (há 60 dias e algumas horas!) . Se foi esse
> o sentimento, o SILÊNCIO foi seguido por, no mínimo, dois pecados:
>
> O primeiro, seria o da OMISSÃO. Por que não dizer ou externar (em
> privado ou de público, como quisessem...) as suas divergências com
> relação às ideias contidas no documento? Afinal, o próprio título do
> documento deixa claro o seu caráter de PROPOSTA. A minha intenção
> sempre foi iniciar o debate, e não apresentar todas as respostas.
> Repito, foi justamente por isso que o documento foi apresentado como
> uma PROPOSTA.
>
> O segundo pecado é consequência do primeiro, ao se omitir,
> DESPERDIÇOU-SE, mais uma vez, a oportunidade de iniciarmos o
> necessário debate para a elaboração de um Plano (minimamente
> estruturado) de Comunicação para o Interlegis.
>
> CENÁRIO 2 - "ESSE NÃO É O MOMENTO PARA DISCUTIR ISSO, VAMOS DEIXAR
> ESSA DISCUSSÃO PARA DEPOIS" - Se foi essa a reação do nobres colegas
> da comunicação do Interlegis quando leram o documento enviado por mim
> (há 60 dias e algumas horas!), o SILÊNCIO foi seguido por, pelo menos,
> mais dois pecados:
>
> O primeiro seria o pecado da INCONSEQUÊNCIA. Explico: estamos em um
> processo de retomada dos trabalhos, um momento importantíssimo marcado
> pelo início do Interlegis II. Onde supostamente deveríamos corrigir as
> falhas gritantes já diagnosticadas durante a Fase 1. E, mesmo após
> todas as críticas, alertas e cobranças da Comunidade continuamos sem
> um plano de comunicação minimamente articulado. E, pior, sequer nos
> dispomos a construir um... Me perdoem, mas isso para mim é o cúmulo da
> INCONSEQUÊNCIA!!!!
>
> Neste momento onde estão sendo realizados os diagnósticos das casas
> legislativas, já deveríamos ter um plano comunicação minimamente
> estruturado, onde já estivesse contempladas questões básicas e
> fundamentais para o sucesso do próprio Interlegis II. Só para ilustar,
> vou citar algumas dessas questões: Já deveríamos ter devidamente
> mapeadas todas as interfaces de contato entre o Programa e a
> Comunidade e, o principal, já deveríamos ter uma ação comunicação
> específica para cada uma delas. Levando em consideração o público, a
> mensagem e o meio de contato.
>
> Outro ponto que já deveria ter sido minimamente equacionado nessa
> altura do campeonato é a questão do fortalecimento e do crescimento
> das nossas comunidades. Como (e por quais meios) as nossas comunidades
> serão divulgadas? Como as nossas comunidades estão sendo divulgadas em
> cada uma das interfaces de contato? Quais metas de crescimento foram
> estipuladas? Quais métricas vamos utilizar na avaliação? Quais
> estruturas (rotinas, processos e ferramentas) vamos precisar para dar
> suporte e este crescimento? Enfim, existem inúmeras questões que já
> deveriam ter sido discutidas ANTES MESMO do início desta segunda etapa
> do Programa.
>
> O segundo pecado seira imperdoável e também seria consequência do
> primeiro, estou me referindo ao pecado do DESLEIXO.
>
> Amigos, se tem alguém que sabe (até por dever do ofício) a real
> importância de um plano de comunicação dentro de uma estratégia de
> negócio (público ou privado) esse alguém é o profissional de
> comunicação. Ignorar isso é duro de aceitar!!!
>
> Até que se pode entender que alguém que não seja um militante da área
> não consiga dimensionar essa importância, Mas quando essa visão
> "desinteressada" parte de alguém que conhece o ofício... me perdoem,
> mas é uma atitude IMPERDOÁVEL.
>
> CENÁRIO 3 - "VAMOS DISCUTIR INTERNAMENTE E ELABORAR UM PLANO DE
> COMUNICAÇÃO SEM A COMUNIDADE" - Se essa é a intenção dos nobres
> colegas da Comunicação do Interlegis. Aí, mais uma vez me perdoem, mas
> você não estariam sendo inteligentes se estivessem pensando dessa
> forma.
>
> A primeira razão que desqualifica esse pensamento é a própria História
> do Interlegis. Desde quando eu conheço o Interlegis eu ouço falar no
> desejo de elaboração de uma Política de Comunicação para o Programa.
> Mesmo depois de quase duas décadas de existência do Programa,
> continuamos sem o tão sonhado Plano de Comunicação.
>
> Para piorar a situação e agravar o (possível) diagnóstico de "pouca
> inteligência". Eu pergunto: Por que não utilizar o conhecimento da
> Comunidade? Por que não ouvir aqueles que conhecem (muito muito muito
> mais que vocês!) a realidade de uma Casa Legislativa? Por que não
> envolver os clientes na elaboração dos produtos que supostamente estão
> sendo desenvolvidos para atenderem as necessidades deles mesmos?
>
> O mundo da comunicação está seguindo nessa direção. As estratégias de
> comunicação são cada vez mais construídas em ambientes colaborativos.
> Os clientes devem estar no centro da estratégia e justamente por isso
> devem ocupar um papel de destaque em sua elaboração.
>
> O CENÁRIO 4 seria o pior, entre todos os outros, para todos nós
> membros da Comunidade Interlegis. - "PARA QUE DISCUTIR UM PLANO DE
> COMUNICAÇÃO? ISSO NÃO É NECESSÁRIO!" Se foi esse o pensamento daqueles
> que comandam a Comunicação do Interlegis após a leitura do documento
> enviado por mim (há 60 dias e algumas horas!), meus senhores, APERTEM
> OS CINTOS, POIS ESTAMOS EM MAUS LENÇÓIS!!!!
>
> Só para concluir, quero fazer uma ressalva: NÃO ESQUEÇAM QUE ESTAMOS
> NO TERRENO DAS SUPOSIÇÕES. Não estou afirmando que qualquer um dos
> cenários imaginamos acima condiz fielmente com a realidade. Muito pelo
> contrário.
>
> Tenho quase certeza (e TORÇO até!) que as minhas suposições são
> simplesmente MERAS E INFUNDAS SUPOSIÇÕES.
>
> Porém, antes de me acusarem de ser "muito criativo"... entendam o meu
> lado, e vejam que o maior causador de tudo isso foi o miserável do
> SILÊNCIO...
>
> Um grande abraço a todos,
>
> --
> Hélio Teixeira
> http://novodialogo.com.br/
> http://ComunicacaoChapaBranca.com.br
> Twitter: http://twitter.com/helioteixeira ou
> http://twitter.com/chapabranca
>



-- 
Hélio Teixeira
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