[interlegis] Por um Plano (minimamente estruturado) de Comunicação para o Interlegis

Hélio Teixeira heliolteixeira em gmail.com
Quarta Abril 28 17:41:40 BRT 2010


Pessoal

Há exatos 60 dias e algumas horas, publiquei na lista Gicom um
documento (que envio em anexo) com algumas sugestões que, ao meu ver,
poderiam servir para dar início a uma saudável discussão que levasse a
elaboração de um Plano de Comunicação para o Programa Interlegis.

Para a minha surpresa, a única resposta que recebi dos responsáveis
pela comunicação do Programa, foi o SILÊNCIO. Um silêncio tão
deselegante que me fez refletir bastante nos últimos dias.

Para vocês terem uma ideia do quanto essa atitude foi deselegante,
imaginem a seguinte situação: você compra um presente para alguém que
você considera muito, embrulha em papel de presente e entrega o
presente. Para a sua surpresa, a pessoa (por algum motivo qualquer)
recebe o presente com aquele sorriso amarelo (de quem não gostou) e
sequer se dá o trabalho de abrir o pacote para ver o que há dentro...
É ou não é o cúmulo da deselegância?

Pois bem, deixa pra lá. Afinal, meu principal (e mais importante!)
compromisso é com a nossa Comunidade. Portanto, que me perdoem os
colegas da comunicação do Interlegis, mas eu não poderia deixar de
comentar, ou melhor, de pelo menos tentar adivinhar o que poderia
"justificar" tamanho SILÊNCIO.

Como não tenho poderes paranormais, não posso afirmar com certeza o
real motivo do tal SILÊNCIO. Por isso,só me resta tentar imaginar
alguns cenários que possam de alguma maneira explicar esta atitude.
Vamos a eles:

CENÁRIO 1 - o pior de todos, para mim, é claro! rsrsrs - "NÃO GOSTEI
ESSE DOCUMENTO... ELE É UM LIXO" - Vamos imaginar que foi esse o
sentimento dos colegas da comunicação do Interlegis ao lerem o
documento enviado por mim (há 60 dias e algumas horas!) . Se foi esse
o sentimento, o SILÊNCIO foi seguido por, no mínimo, dois pecados:

O primeiro, seria o da OMISSÃO. Por que não dizer ou externar (em
privado ou de público, como quisessem...) as suas divergências com
relação às ideias contidas no documento? Afinal, o próprio título do
documento deixa claro o seu caráter de PROPOSTA. A minha intenção
sempre foi iniciar o debate, e não apresentar todas as respostas.
Repito, foi justamente por isso que o documento foi apresentado como
uma PROPOSTA.

O segundo pecado é consequência do primeiro, ao se omitir,
DESPERDIÇOU-SE, mais uma vez, a oportunidade de iniciarmos o
necessário debate para a elaboração de um Plano (minimamente
estruturado) de Comunicação para o Interlegis.

CENÁRIO 2 - "ESSE NÃO É O MOMENTO PARA DISCUTIR ISSO, VAMOS DEIXAR
ESSA DISCUSSÃO PARA DEPOIS" - Se foi essa a reação do nobres colegas
da comunicação do Interlegis quando leram o documento enviado por mim
(há 60 dias e algumas horas!), o SILÊNCIO foi seguido por, pelo menos,
mais dois pecados:

O primeiro seria o pecado da INCONSEQUÊNCIA. Explico: estamos em um
processo de retomada dos trabalhos, um momento importantíssimo marcado
pelo início do Interlegis II. Onde supostamente deveríamos corrigir as
falhas gritantes já diagnosticadas durante a Fase 1. E, mesmo após
todas as críticas, alertas e cobranças da Comunidade continuamos sem
um plano de comunicação minimamente articulado. E, pior, sequer nos
dispomos a construir um... Me perdoem, mas isso para mim é o cúmulo da
INCONSEQUÊNCIA!!!!

Neste momento onde estão sendo realizados os diagnósticos das casas
legislativas, já deveríamos ter um plano comunicação minimamente
estruturado, onde já estivesse contempladas questões básicas e
fundamentais para o sucesso do próprio Interlegis II. Só para ilustar,
vou citar algumas dessas questões: Já deveríamos ter devidamente
mapeadas todas as interfaces de contato entre o Programa e a
Comunidade e, o principal, já deveríamos ter uma ação comunicação
específica para cada uma delas. Levando em consideração o público, a
mensagem e o meio de contato.

Outro ponto que já deveria ter sido minimamente equacionado nessa
altura do campeonato é a questão do fortalecimento e do crescimento
das nossas comunidades. Como (e por quais meios) as nossas comunidades
serão divulgadas? Como as nossas comunidades estão sendo divulgadas em
cada uma das interfaces de contato? Quais metas de crescimento foram
estipuladas? Quais métricas vamos utilizar na avaliação? Quais
estruturas (rotinas, processos e ferramentas) vamos precisar para dar
suporte e este crescimento? Enfim, existem inúmeras questões que já
deveriam ter sido discutidas ANTES MESMO do início desta segunda etapa
do Programa.

O segundo pecado seira imperdoável e também seria consequência do
primeiro, estou me referindo ao pecado do DESLEIXO.

Amigos, se tem alguém que sabe (até por dever do ofício) a real
importância de um plano de comunicação dentro de uma estratégia de
negócio (público ou privado) esse alguém é o profissional de
comunicação. Ignorar isso é duro de aceitar!!!

Até que se pode entender que alguém que não seja um militante da área
não consiga dimensionar essa importância, Mas quando essa visão
"desinteressada" parte de alguém que conhece o ofício... me perdoem,
mas é uma atitude IMPERDOÁVEL.

CENÁRIO 3 - "VAMOS DISCUTIR INTERNAMENTE E ELABORAR UM PLANO DE
COMUNICAÇÃO SEM A COMUNIDADE" - Se essa é a intenção dos nobres
colegas da Comunicação do Interlegis. Aí, mais uma vez me perdoem, mas
você não estariam sendo inteligentes se estivessem pensando dessa
forma.

A primeira razão que desqualifica esse pensamento é a própria História
do Interlegis. Desde quando eu conheço o Interlegis eu ouço falar no
desejo de elaboração de uma Política de Comunicação para o Programa.
Mesmo depois de quase duas décadas de existência do Programa,
continuamos sem o tão sonhado Plano de Comunicação.

Para piorar a situação e agravar o (possível) diagnóstico de "pouca
inteligência". Eu pergunto: Por que não utilizar o conhecimento da
Comunidade? Por que não ouvir aqueles que conhecem (muito muito muito
mais que vocês!) a realidade de uma Casa Legislativa? Por que não
envolver os clientes na elaboração dos produtos que supostamente estão
sendo desenvolvidos para atenderem as necessidades deles mesmos?

O mundo da comunicação está seguindo nessa direção. As estratégias de
comunicação são cada vez mais construídas em ambientes colaborativos.
Os clientes devem estar no centro da estratégia e justamente por isso
devem ocupar um papel de destaque em sua elaboração.

O CENÁRIO 4 seria o pior, entre todos os outros, para todos nós
membros da Comunidade Interlegis. - "PARA QUE DISCUTIR UM PLANO DE
COMUNICAÇÃO? ISSO NÃO É NECESSÁRIO!" Se foi esse o pensamento daqueles
que comandam a Comunicação do Interlegis após a leitura do documento
enviado por mim (há 60 dias e algumas horas!), meus senhores, APERTEM
OS CINTOS, POIS ESTAMOS EM MAUS LENÇÓIS!!!!

Só para concluir, quero fazer uma ressalva: NÃO ESQUEÇAM QUE ESTAMOS
NO TERRENO DAS SUPOSIÇÕES. Não estou afirmando que qualquer um dos
cenários imaginamos acima condiz fielmente com a realidade. Muito pelo
contrário.

Tenho quase certeza (e TORÇO até!) que as minhas suposições são
simplesmente MERAS E INFUNDAS SUPOSIÇÕES.

Porém, antes de me acusarem de ser "muito criativo"... entendam o meu
lado, e vejam que o maior causador de tudo isso foi o miserável do
SILÊNCIO...

Um grande abraço a todos,

-- 
Hélio Teixeira
http://novodialogo.com.br/
http://ComunicacaoChapaBranca.com.br
Twitter: http://twitter.com/helioteixeira ou
http://twitter.com/chapabranca


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