[interlegis] Malversação do Interlegis

Flavio Mesquita flaviomesquita em usp.br
Sábado Julho 11 19:46:55 BRT 2009


segue matéria da Folha de S. Paulo do dia 11/07 sobre uso político do
Interlegis pelo senador Demóstenes Torres(DEM-GO)

*Atos secretos esconderam aliados de Demóstenes *

 DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Dois atos secretos foram usados para esconder uma nomeação e uma exoneração
de políticos ligados ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO), integrante do
"grupo ético" que pede mudanças no Senado e o afastamento do presidente José
Sarney (PMDB-AP). A mudança ocorreu em um órgão do Senado, o Interlegis, e
contou com a ajuda do senador Efraim Morais (DEM-PB).
No dia 2 janeiro de 2007, o vereador de Bela Vista de Goiás Eliézer Borges
(DEM) foi exonerado de um cargo de técnico administrativo no Interlegis, que
promove integração entre legislativos do país. A vaga dá direito a um
salário mensal de R$ 7.484,43.
No mesmo dia, foi nomeado para o lugar de Eliézer o ex-vereador João
Vanderlei de Ávila (PSDB). Os atos constam no boletim administrativo
suplementar 3632-S2. Assinado em 2007, o documento só veio a público em maio
deste ano. Os atos secretos foram assinados pelo então presidente da Casa
Renan Calheiros (PMDB-AL).
Demóstenes negou que tenha pedido os cargos a Renan. "Só falei com o Efraim.
Tenho como provar que os dois trabalhavam. Não sou responsável por
publicação de atos."
A Folha apurou que Eliézer pediu licença para trabalhar na campanha de
Demóstenes ao governo de Goiás em 2006. O senador nega. Eliézer ficou no
Interlegis de março de 2006 a janeiro de 2007. A corrida eleitoral foi entre
julho e outubro.
Eliézer disse que atuou na campanha só nos fins de semana. Ele nunca teve
residência fixa em Brasília. "Fui indicado pelo senador Demóstenes. Ficava
em alguns hotéis, no apartamento do senador Demóstenes." João Vanderlei não
quis comentar.
O diretor do Interlegis, Márcio Sampaio, afirmou que não conhece nem João
Vanderlei nem Eliézer Borges. A assessoria de Demóstenes, porém, diz ter
fotografias mostrando os dois em eventos no Interlegis.
Demóstenes pediu a Efraim contratação dos aliados porque ele era, à época, o
primeiro-secretário do Senado. "Sim, ele me pediu. O pessoal dele fez um
trabalho na área de informática", disse Efraim, que também já foi acusado de
usar o Interlegis para nomear aliados.
O caso mais emblemático motivou a abertura de ação civil pública do
Ministério Público Federal no Distrito Federal. Em caráter provisório, a
Justiça Federal proibiu nomeações para cargos comissionados, mas não obrigou
que os atuais funcionários fossem exonerados. De acordo com o Portal da
Transparência do Senado, o Interlegis ainda mantém 13 funcionários
comissionados. * (ADRIANO CEOLIN)*

-- 
Flavio Mesquita
Gestão de Políticas Públicas
Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Universidade de São Paulo
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