Olá, Leandro.<br><br>Nem todas as casas legislativas possuem pessoal com conhecimentos em programação para especificar e desenvolver seus softwares interamente, como é o caso da CM de Jataí.<br><br>No final das contas, o que sairia mais caro: 1) desenvolver um novo software do zero, ou 2) adaptar um software já existente, desenvolvido em modelo colaborativo por uma comunidade com as mesmas necessidades ?<br>
<br>Polêmicas conceituais à parte, cada Casa Legislativa é que deve ditar o andamento de seus processos internos.<br><br>Com relação à interpretação das leis, insisto que, em determinados casos, há sim sua necessidade, notadamente na revogação tácita.<br>
<br>A revogação tácita ocorre quando uma lei trata de um assunto que outra
lei anterior já tratava. Se as leis forem da mesma esfera (municipal,
estadual, federal, ordinária, complementar, emenda constitucional,
etc), ou se a nova lei for de hierarquia superior (uma emenda
constitucional em relação a uma lei ordinária), mesmo sem citar
textualmente qual lei estará revogando, causará a revogação da
anterior. Isso não ocorre caso a nova lei seja de hierarquia inferior a
lei mais antiga.<br>
<br>
Explicando, digamos que o Código Civil era aplicado para certos casos
relativos aos trânsito, com a promulgação do Código de Trânsito
Brasileiro, as disposições do Código Civil que diziam algo diferente do
CTB foram revogadas, mesmo que o CTB não tenha indicado quais deveriam
ser revogadas.<br>
<br>
São aquelas leis que, em seu final, dizem: &quot;ficam revogadas as disposições em contrário&quot;.<br><br>Outro caso é quando um texto de lei ou norma não tem mais
utilidade ou aplicação prática e, mesmo sem ser expressamente
cancelada, ninguém mais faz uso para as finalidades para as quais foi
editada.<br>
<br>
No caso da revogação expressa, a nova lei cita qual lei, artigos,
parágrafos, incisos e alíneas serão revogados quando a mesma entrar em
vigor.<br>
<br>
Ainda, no caso da revogação expressa, o novo código civil expressamente revogou o código antigo.<br><br>Veja que existe grande diferença entre os tipos de revogação (expressa e tácita). Sem considerarmos ambas, uma consolidação de legislação municipal seria totalmente furada.<br>
<br><br>[]&#39;s<br><br>Luciano De Fázio<br><br><br><br><br><div class="gmail_quote">2009/9/9 Leandro Roberto <span dir="ltr">&lt;<a href="mailto:leandroroberto.camara@gmail.com">leandroroberto.camara@gmail.com</a>&gt;</span><br>
<blockquote class="gmail_quote" style="border-left: 1px solid rgb(204, 204, 204); margin: 0pt 0pt 0pt 0.8ex; padding-left: 1ex;">Estamos com a seguinte filosofia: &quot;É livre? Bom. Más e o custo de manutenção e adequação aos processos de negócio ao cliente proposto? Pense bem! Não é melhor analisar/projetar em cima dos requisitos do cliente e implementar?&quot;<br>

<br>As colocações do Luciano são interessantes, e o prefeitura livre não conhecia, achei interessante. Porém, aqui em nosso departamento, nos esbarramos na linguagem, tanto PHP do prefeituralivre, quanto do SAPL. Eu, Leandro, comecei minha faculdade em 2005, e apesar de ter visto algumas outras linguagens, me especializei em C++ e Java principalmente. Minhas equipes, tanto a da câmara municipal, quanto a da faculdade (projetos de pesquisa científica), também estão pensando Java. Temos propostas e estamos incentivados em desbravar muita &quot;coisa braba&quot; <br>

<br><i>Ficamos meio frustrados, quando queremos fazer alguma coisa no portal modelo e/ou SAPL e não consiguimos. Já em Java faço e desfaço, gostamos e somos acostomados a desenvolver utilizando metodologia UP (processo unificado) não tão exigente como ela o é inteiramente, mas bem orientado a objeto.</i><br>

<br>Com relação a automação do processo, interpretação a que o Luciano se refere, não vejo necessidade. Pelo que conseguimos levantar aqui na análise e especificação é que sempre uma lei trás textualmente e objetivamente revogação e alteração de outra antiga. Como no exemplo que passei, que não é exemplo mas sim o nosso sistema em desenvolvimento mas sem layout definido, <b>ai respondo o NILO, </b>esse sistema que apresentei é de inclusão e referenciamento automático quando vc lança uma nova lei. vc apenas cita neste novo cadastro que está alterando/revogando/incluindo em uma determinada lei antiga, e então o sistema cuidará de fazer essas considerações colocadas por você, sendo que, vc não tem que ir lá e colocar o código manualmente em html. Quem faz isso é a teoria de algoritmo de árvore binária, obviamente adaptada, sob critérios analíticos, para a estrutura de leis regida pela Lei Complementar N.95 de 98 Decreto 2954 de 99.<br>

<br>No fim das contas, é sempre um novo cadastro, manual e designado a um funcionário (um apenas), do nosso legislativo, com a funcionalidade de inserção. tipo ctrl-c ctrl-v para dentro do sistema, já que tudo está digitado, sempre, dentro do word. <br>

<br>Grande parte disso está na especificação geral e obviamente, ainda em faze de implementação.  <br><br>Estamos sempre abertos discussões.<div><div></div><div class="h5"><br><br><i><font size="4"><span style="font-family: times new roman,serif;">Leandro</span></font></i><br>

<font size="1">Departamento de informática<br>
Câmara Municipal de Jataí</font><br><br>
</div></div><br>--<br>
Site da Comunidade GITEC<br>
<a href="http://colab.interlegis.gov.br" target="_blank">http://colab.interlegis.gov.br</a><br>
<br>
Para pesquisar o histórico da lista visite:<br>
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Para administrar sua conta visite:<br>
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