[gitec] O fim do Interlegis - Precisamos agir, mas acima de tudo REFLETIR!

Hélio Teixeira heliolteixeira em gmail.com
Quinta Dezembro 15 23:10:16 BRST 2011


Infelizmente a história se repete. Mais uma vez um “nobre” senador
propõe a extinção do Interlegis. E mais uma vez temos que nos
mobilizar para tentar impedir que essa proposta absurda seja levada a
cabo.
Todos aqui sabem do meu compromisso e da minha dedicação a causa do
Interlegis. Sabem o quanto já lutei contra a extinção do programa
todas as vezes que o assunto foi aventado pelos nossos “geniais”
senadores. E sabem também das brigas que comprei, até mesmo dentro da
nossa Comunidade com algumas pessoas que, não sei o porquê, se opõem a
tudo que eu proponho. O mais absurdo é que mesmo quando eu peço pelo
fortalecimento da Comunidade, essas pessoas (algumas até se
auto-intitulam “lideranças da Comunidade”) se opõem e marcam posição
em contrário, só pelo fato da proposta ter partido da minha pessoa. Um
comportamento pouco construtivo e que só nos divide e nos enfraquece.
No entanto, felizmente para mim (infelizmente para eles!), ninguém vai
conseguir me calar. E aqui estou eu, novamente, me metendo nessa briga
que é de todos nós.
Após esse pequeno desabafo (desculpem-me, mas eu tinha que fazê-lo
pois isso estava entalado na minha garganta!), gostaria de chamar a
nossa Comunidade para fazermos uma reflexão coletiva.
Como eu costumo dizer, em momentos de crise como este, é preciso ter
pelo menos “dois olhares” para o problema. O primeiro é o OLHAR
EMERGENCIAL. O segundo é o que eu chamo de OLHAR SISTÊMICO. Explico:
Se alguém está com febre e sangrando pela boca, a primeira providência
a ser tomada deve ser combater a febre e estancar o sangramento o
quanto antes (olhar emergencial). A segunda providência - tão
importante quanto a primeira - é fazer uma investigação detalhada do
quadro clínico do paciente para saber quais as causas profundas da
febre e da hemorragia e assim evitar que o problema volte a acontecer
mais tarde (olhar sistêmico).
A ameaça de extinção do Interlegis que voltou à pauta de discussões do
Senado também deve ser submetida aos dois olhares acima mencionados.
(1) É preciso nos mobilizar (como já fizemos no ano passado!) para
impedir que essa proposta (repito, absurda!) seja aprovada (olhar
emergencial), (2) mas também precisamos investigar a causa real do
problema, para entender o porquê desse assunto estar sempre nos
incomodando de tempos em tempos (olhar sistêmico).
Não vou me ater muito sobre a questão emergencial, pois considero que
ela é a parte menos complicada do problema, e que poderemos tocá-la
com relativa facilidade, afinal, a coisa já está sendo tão recorrente
que já desenvolvemos um ótimo “know how” nesse tipo de mobilização.
Justamente por isso, gostaria de me aprofundar um pouco mais sobre o
segundo olhar. Gostaria de discutir com os colegas de Comunidade as
causas sistêmicas que, ao meu ver, estão provocando essas crises com
uma periodicidade cada vez maior.
Ainda usando a metáfora do paciente doente. Uma das questões que devem
ser investigadas em um paciente é o seu sistema imunológico. Aquele
sistema que funciona como nossa linha de defesa contra doenças
oportunistas (como é o caso das propostas meramente oportunistas dos
“nobres” senadores). Acredito que o sistema imunológico do Interlegis
nunca esteve tão enfraquecido. Aí você deve estar se perguntando “qual
seria o sistema imunológico do Interlegis?” A resposta é curta,
simples e direta: A NOSSA COMUNIDADE.
A Comunidade usuária e/ou beneficiada pelos produtos Interlegis é a
nossa principal linha de defesa para combater propostas oportunistas
como essa que agora ameaça a sobrevivência do Programa Interlegis.
A Comunidade precisa estar no centro das ações do programa. Tem que
deixar de ser vista como UM ASSESSÓRIO DE LUXO. A Comunidade não pode
ser vista como aquele jogo de rodas aro 16 belíssimo que compramos
para “calçar” o nosso carro.
Precisamos ser ouvidos e participar ativamente de todas as etapas dos
processos decisórios e estratégicos do Programa. Temos que deixar de
ser meros clientes para sermos SÓCIOS do programa.
No dia que a Comunidade se enxergar como sócia do Programa, eu duvido
que qualquer senadorzinho sequer ouse propor a extinção do Interlegis,
pois a grita e a comoção na Comunidade Legislativa será tão forte que
eles não irão comprar a briga e correr o risco de prejudicar os sócios
do programa, a Comunidade Legislativa, até porque os principais
prejudicados, os vereadores e servidores públicos dos legislativos
municipais (sem falar da sociedade), também são seus cabos eleitorais
nos municípios brasileiros.
É preciso fortalecer a Comunidade. Fazer dela uma parceira de fato.
Superar o modelo de governança e colaboração atual, que eu chamo de
“Nós Para Eles” (nós, o Interlegis, planejamos para eles, a
Comunidade) para o “Nós para Nós” (onde nós, a Comunidade e o
Interlegis, planejamos para nós mesmos).É importante ressaltar ainda
que o modelo de governança e colaboração do Interlegis há muito está
ultrapassado. Só para ilustrar, quando as bases filosóficas e
conceituais que sustentam o atual modelo de governança e colaboração
foram articuladas, a internet e as tecnologias visuais-deliberativas
digitais ainda estavam engatinhando. Não existia nem o conceito de Web
2.0 (conceito este, que já está ultrapassado!).
O mundo mudou. Os conceitos de interação, participação e colaboração
mudaram radicalmente nos últimos anos.
O modelo atual que regula as interações colaborativas dentro
ecossistema do Interlegis não atende (nem de longe!) as reais
necessidade do mundo atual. É preciso urgentemente repensar o modelo.
A lógica de modernização que o Interlegis propõe à Comunidade está
absolutamente ultrapassada.É preciso enxergar que o modelo de
expertise centralizado – “nós, os iluminados donos da verdade, vamos
“civilizar” os indígenas do mundo novo - não funciona mais na esfera
pública interconectada do mundo real.
Como poderemos “modernizar” a casa do vizinho se não conseguimos
sequer modernizar a nossa? Como o Interlegis pretende modernizar o
Legislativo brasileiro se ele ainda entende colaboração como se
entendia 20 anos atrás. Como????? Por favor, alguém me responda!!!!!!!
Como o Senado Federal pode arrogar-se o direito de ser um modelo de
modernização para quem quer que seja neste país? Como????? Por favor,
alguém me responda!!!!!!!
É preciso criar algo novo. O Interlegis precisa entender que a sua
meta é INOVAR, não repetir fórmulas há muito ultrapassadas. E para
criar algo novo é preciso descentralizar o expertise. Para criar o
novo é preciso empoderar a Comunidade para aumentar a diversidade
cognitiva e sociológica dos processos estratégicos de planejamento e
execução das ações empreendidas pelo Programa.
É preciso colocar (de verdade, não apenas no discurso!) a Comunidade
no centro de todas as ações do Programa!  Gostaria de ouvir a opinião
de todos os colegas de Comunidade.
Grande abraço.
-- Hélio TeixeiraIHT/Brasilhttp://InstitutoHT.com.brhttp://ComunicacaoChapaBranca.com.brhttp://twitter.com/helioteixeira


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