[gicom] O EnGitec foi o precursor!

Hélio Teixeira heliolteixeira em gmail.com
Segunda Abril 28 10:16:23 BRT 2014


Olá Biondo,

Muito obrigado!

Grande abraço,


Em 28 de abril de 2014 08:20, Biondo <biondo em interlegis.leg.br> escreveu:

>  Muito bom, Helio!
> Parabens!
>
> Biondo
>
>
>  * Francisco Etelvino Biondo *
>
>
> *Coordenador de Formação e Atendimento à Comunidade * Senado Federal |
> ILB | COFAC
> Via N2, Anexo “E” do Senado Federal
> Fone: +55 (61) 3303.4770
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>
>
>   Em 25/04/2014 13:39, Hélio Teixeira escreveu:
>
>  Pessoal
>
>  Respondendo aos seguintes questionamentos feitos pelo amigo João Lima (o
> pai do LEXML):   Vale a pena comprar o livro do Prof. Mayer? (ou o seu
> livro já vai tratar do assunto de forma completa)  Qual o título do seu
> livro? Ele será publicado em língua portuguesa?
>
>  Segue a resposta:
>
>  O título do meu livro é “O Algoritmo Social. Por uma nova infraestrutura
> para a Ação Coletiva.
>  Inteligências coletivas, estruturas de pertencimento, narrativas míticas
> e sistemas complexos”.
>
>  A ideia inicial era lançar somente aqui nos EUA, mas no início deste ano
> mudamos de opinião e já estamos trabalhando na tradução para o português.
> Assim, faremos o lançamento simultâneo nos EUA e no Brasil.
>
>  Essa mudança nos obrigou a refazer o nosso cronograma de lançamento, que
> até o momento aponta o final de junho como a data prevista para o
> lançamento.
>
>  Quanto a sua pergunta “vale a pena comprar o livro do professor Mayer?”
> ao invés de responder com um simples “sim ou não”, eu prefiro expor algumas
> das diferenças básicas entre a abordagem dele e a nossa.
>
>  Em primeiro lugar o livro do professor Mayer não tem a preocupação de
> operacionalizar os conceitos. Ele apenas descreve um fenômeno. Ele faz o
> que eu chamo de “olhar para trás tentando explicar o presente”. O nosso
> livro vai além. Nós “olhamos para o passado, oferecemos argumentos que dão
> sentido ao presente mas queremos, principalmente, olhar para o futuro”.
>
>  Quanto mais eu conheço o mundo acadêmico mais eu tenho a certeza que um
> dos grandes males que assola esse mundo é o da covardia intelectual.
>
>  As pessoas tentam com todas as forças explicar os fenômenos e via de
> regra se dão por satisfeitas com isso. Quase nunca olham para o futuro.
> Usam a narrativa mítica da “imprevisibilidade do futuro” como disfarce para
> a covardia intelectual. Ficam discutindo o sexo dos anjos sem arriscar a
> sua tão valiosa “reputação” com medo do erro. Em outras palavras, a grande
> maioria dos acadêmicos abdica da sua condição humana. Afinal, o erro é uma
> condição intrínseca ao ser humano.
>
>  O título e o subtítulo do nosso livro dão uma noção do quão abrangente é
> a nossa abordagem. Além de fazer um apanhado histórico sobre as diversas
> teorias que tentam explicar a ação coletiva dos grupos humanos e fazer um
> apanhado sobre o estado da arte do campo, nós dedicamos uma grande parte do
> nosso argumento discutindo algumas questões de suma importância para o
> futuro da nossa democracia.
>
>  A própria noção da existência de um Algoritmo Social, que é o argumento
> central do livro, tem implicações em diversas áreas do conhecimento humano.
>
>  Tendo como pano de fundo essa discussão central, discutimos também
> outras questões em paralelo. Questões que possuem uma importância vital
> para a nossa sociedade:
>
>  - Como transpor o paradigma do empoderamento individual para um novo
> paradigma que concilie o empoderamento das comunidades com a preservação
> das liberdades individuais e os direitos democráticos básicos -
> privacidade, liberdade de expressão, acesso ao conhecimento e liberdade
> criativa?
>
>  - Como atuar na “fábrica de narrativas” dos grupos para recriar as
> nossas instituições políticas?
>
>  - Como recriar o “repertório de ações coletivas institucionais” para
> ressignificar aquilo que costumamos chamar de “instituições democráticas”?
>
>  - Como elevar a qualidade dos processos de colaboração e co-criação aos
> patamares necessários para enfrentar e/ou dar cabo da complexidade
> intrínseca aos maiores desafios do mundo atual, como a corrupção, o
> descrédito nas instituições e agentes políticos, a fome, o aquecimento
> global e tantas outras?
>
>  - Como aumentar a “quantidade de pertencimento” para fomentar a sensação
> de segurança psicológica em comunidades e grupos humanos? (Condição
> imprescindível para aumentar a coesão dos grupos e a integração social dos
> seus membros e por conseguinte o surgimento de ligações interpessoais
> emocionalmente mais fortes e duradouras e uma maior satisfação pessoal, que
> por sua vez garante não só a própria viabilidade do grupo como também eleva
> a sua capacidade criativa dos  e aumenta a tolerância aos erros...)
>
>  Enfim, são muitas as questões abordadas e, obviamente, não será possível
> esmiuçar cada uma delas nesse e-mail.
>
>  De qualquer forma, acredito que o nosso trabalho tem uma abrangência
> muito maior se comparado ao trabalho do professor Mayer. O que não
> desmerece em nada o trabalho dele. Enfim, não é uma questão de “melhor ou
> pior” mas sim de “ambições distintas”.
>
>  Grande abraço!
>
>  --
> Hélio Teixeira
> IHT/Brasil
>
> A simplicidade é o último estágio da sofisticação.
> *********************************************************
>
> Em 25 de abril de 2014 12:47, Hélio Teixeira <heliolteixeira em gmail.com>escreveu:
>
>>  Pessoal
>>
>>  Quem assistiu a minha palestra no VI EnGitec e ler a sinopse deste
>> livro (
>> http://www.amazon.com/Narrative-Politics-Stories-Collective-Action/dp/0199324468)
>> que vai ser lançado, no próximo dia 8 de maio, pelo professor Frederick W.
>> Mayer da Oxford University, vai identificar (com todas as letras!) a tese
>> por mim sustentada em minha palestra (que, por sinal, foi devidamente
>> gravada em vídeo para quem quiser ver... rsrs).
>>
>>  Só para lembrar, o VI EnGitec aconteceu em setembro do ano passado, ou
>> seja, sete meses atrás.
>>
>>  A minha tese sobre o papel que as narrativas - e as história que elas
>> contam - desempenham no impulsionamento e legitimação da ação coletiva dos
>> grupos humanos (sobretudo nas mobilizações políticas) é o argumento central
>> do livro do professor Mayer que, repito, ainda vai ser publicado.
>>
>>  Outra tese defendida por nós na palestra do VI EnGitec - a definição
>> dos grupos humanos como verdadeiras "fábricas de narrativas"  -  também foi
>> incorporada pelo professor Mayer em seu livro.
>>
>>  Como se percebe, a nossa tese foi muito bem aceita no mundo acadêmico.
>>
>>  E o mais legal é que foi justamente no VI EnGitec que essa tese foi
>> discutida pela primeira vez em público.
>>
>>  Claro que logo após o nosso encontro, eu publiquei alguns artigos em
>> outras comunidades que eu participo mundo afora, com o objetivo de divulgar
>> o meu livro que deve ser publicado no final de junho, se tudo ocorrer
>> dentro do previsto pela editora.
>>
>>  No entanto, como falei na palestra, o framework analítico desenvolvido
>> por nós é muito mais amplo e será devidamente exposto com a publicação do
>> nosso livro.
>>
>>  Esse reconhecimento é extensivo a todos os membros do Gitec e
>> organizadores do nosso EnGitec. Afinal, o nosso evento foi pioneiro nessa
>> história.
>>
>>  Grande abraço!
>>
>>  --
>> Hélio Teixeira
>> IHT/Brasil
>>
>> A simplicidade é o último estágio da sofisticação.
>> *********************************************************
>>
>
>
>
>  --
> Hélio Teixeira
> IHT/Brasil
>
> A simplicidade é o último estágio da sofisticação.
> *********************************************************
>
>
>
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> --
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-- 
Hélio Teixeira
IHT/Brasil
New York University

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