[gicom] Campanha para ampliação das comunidades

Hélio Leite Teixeira heliolteixeira em gmail.com
Quarta Junho 3 15:07:41 BRT 2009


Mestre Morale,

Concordo em gênero, número e grau com as suas sábias palavras. Mas
quero fazer algumas considerações sobre alguns pontos:

Em primeiro lugar, concordo que o Interlegis tem um rumo. Isso nunca
esteve em questão em nossa discussão.

Quando falei sobre "rumo", falei num contexto específico e restrito à
comunicação. O meu alerta foi no sentido de que antes de se fazer
qualquer campanha pelo "crescimento" das comunidades, era necessário
termos objetivos claros dentro da própria política de comunicação.

Em segundo lugar, acredito que os avanços alcançados pelo Programa
foram frutos de um planejamento muito bem feito. Isso também nunca
este em questão. Quando falei no Planejamento, me referi ao
planejamento de comunicação, ou melhor, sugeri que o nosso Plano de
Comunicação tivesse entre as suas prioridades o fortalecimento das
nossas comunidades.

Para você ter uma idéia do que estou falando, a Comunidade Gitec tem
apenas 304 participantes segundo informações do grande Rodrigo Luz
(http://comunicacaochapabranca.com.br/?p=6306). Isso mesmo, a nossa
principal comunidade, aquela que temos tanto orgulho de já ter
alcançado a tão sonhada "massa crítica", tem apenas 304 participantes,
mesmo após a adesão massiva que aconteceu recentemente no PPM.

Se levarmos em consideração que temos hoje cerca de 4200 casas
inscritas e/ou beneficiadas pelo Programa com computador, impressora,
etc..., o que dá uma média de 0,072 inscritos por casa. Convenhamos
esse número é muito acanhado.

Claro, como eu já falei, quantidade e qualidade nem sempre são
grandezas diretamente proporcionais, mas acredito que se houvesse uma
política de comunicação focada no crescimento das nossas comunidades,
esse número poderia ser muito maior!!!!

Outra questão que coloquei e defendo ardorosamente, e por isso sugeri
a discussão aqui, é que em nosso plano de comunicação tenhamos uma
espécie de "cláusula pétrea", que afirmasse com todas as letras, "TODO
EVENTO PATROCINADO PELO INTERLEGIS, DEVE TER COMO OBJETIVO PRIMÁRIO OU
SECUNDÁRIO O FORTALECIMENTO DAS NOSSAS COMUNIDADES".

Como se daria isso. Quando falo em objetivo primário, estou falando
dos eventos voltados especificamente para as comunidades, encontros
presenciais, reuniões e video conferências...

Quando falo de objetivos secundários, estou me referindo aqueles
eventos que não teriam uma outra finalidade além daquela específica de
promover as nossas comunidades. Vou dar um exemplo: Digamos que o
Interlegis promova um evento para discutir a Lei de Responsabilidade
Fiscal- LRF. Você me perguntaria, como um evento que fale sobre LRF
poderíamos desenvolver alguma ação específica de valorização das
nossas comunidades?

Existem várias possíveis respostas para esta pergunta, vou citar as
mais simples. Em primeiro lugar, dentro do kit de material que
normalmente é distribuído neste eventos poderia ter um folder ou
qualquer outra peça de mídia impressa que se destinasse a divulgar ao
menos a existência das nossas listas de discussão.

Uma outra alternativa seria utilizar o próprio material de divulgação
do evento para divulgar de maneira criativa as nossas comunidades.

Ou ainda, durante o evento entre uma palestra e outra veicularmos um
vídeo ou uma mensagem falada pelo próprio mestre de cerimônia do
evento, falando especificamente das nossas comunidades.

Grande abraço,

-- 
Hélio Leite Teixeira
Assembléia Legislativa de Alagoas
Acesse o http://ChapaBranca.com



2009/6/3 Claudio Morale <claudiomorale em interlegis.gov.br>:
> Caro Hélio, entendo que as proposições, de um modo geral, quando
> apresentadas, quaisquer que sejam elas, devam ter a atenção de todos
> pois a troca de idéias e experiências quase sempre trazem como
> resultados melhores práticas e senso comum sobre opiniões e, também, a
> otimização dos recursos que são disponibilizados. Como participei do
> Programa Interlegis (fase I) me vejo impelido a fazer algumas
> ponderações ao que escreveu:
>
> - O Programa Interlegis tem claro os seus objetivos, metas e, sabe aonde
> quer chegar.
>
> - Tudo o que conquistou, na sua primeira fase, não teria sido possível
> sem planejamento.
>
> - No que tange à Comunicação, o Programa criou infraestrutura necessária
> com a implantação da RNI, interligando as Assembléias Legislativas;
> promoveu n+kapa eventos, não saberia precisar, nesse momento, mas creio
> que mais de uma centena, comunicando e promovendo ações de modernização
> e de fomento para o uso de tecnologias como a videoconferência, não
> somente no âmbito do legislativo, e a internet; incentivou o uso de
> computadores e a melhorias de processos com o uso da tecnologia da
> informação, distribuindo kit mínimo de equipamentos e de produtos para
> mais de 3500 câmaras. Nesse ponto discordo da sua visão, porque de fato
> não foram adesões compradas - houve um trabalho de conscientização da
> necessidade delas se reestruturarem introduzindo a tecnologia como fator
> indispensável para a modernização;
>
> - A área de capacitação com os cursos à distância, apoiada que foi pelas
> áreas de tecnologia e de comunicação, teve desempenho fantástico
> atingindo milhares de alunos, algo como 7k/ano.
>
> - Desde o início, fez uso da internet e por meio de seu portal publicou
> matérias e assuntos relevantes para o Legislativo, atendeu as Casas
> aderidas, tendo, para isso, criado espaço próprio a cada uma delas para
> que publicassem suas próprias informações e as administrassem de modo
> independente sem a interferência do Interlegis. Para isso, cada casa
> tinha um administrador de seu espaço no portal Interlegis. O portal
> modelo veio como uma evolução do processo de comunicação permitindo
> descentralizar não somente o conteúdo, mas também a forma. Havia o
> entendimento de que não cabia ao Interlegis ficar mantendo as
> informações de todas as Casas em seu portal. Ou seja, além de
> disponibilizar os meios para que as casas legislativas aderidas
> publicassem suas informações, incentivou (e vem incentivando) o uso da
> tecnologia da informação e atuação independente. Para aquelas, como vc
> citou, que não têm condições mínimas, o Interlegis está se dispondo a
> suprir também a hospedagem. As atividades de campo permitiram ao
> Interlegis entender as realidades das Casas e, como isso, reorientar a
> sua atuação, segundo os níveis de maturidade em que se apresentam.
>
> - Discordo de que existam promessas ou mensagens irreais, apenas como
> todos sabemos, o legislativo é por si um ambiente político e, nem
> sempre, se tem a tempo e a hora todos os instrumentos necessários para
> voar em céu de brigadeiro.
>
> - Por fim, continuo acreditando que as Comunidades também têm papel
> fundamental de indução do processo de modernização.
>
> []'s
> Morale
> SPDT/Interlegis
>
> Hélio Leite Teixeira escreveu:
>> Amigo Jean,
>> A sua idéia é fantástica e deve ser abraçada por todos nós com o
>> espírito semelhante ao de mutirão. Onde todos são atores e cúmplices
>> da ação.
>>
>> Vou aproveitar a sua deixa para lançar uma discussão muito importante
>> e que deve preceder as ações sugeridas por você em sua mensagem. Antes
>> de discutir ações e/ou campanhas de comunicação é preciso discutir o
>> futuro da Comunicação do Interlegis. Se não sabemos aonde queremos ir
>> não chegaremos em lugar algum.
>>
>> A idéia aqui é AJUDAR os profissionais de comunicação e os gestores do
>> Programa. Quero tratar da questão por um ponto de vista pouco abordado
>> até aqui, a chamada visão “da ponta do processo”, trazer um olhar “de
>> fora” para a questão, apesar de me considerar uma pessoa “de dentro”,
>> pois além de ser um assíduo colaborador do Programa, sou também um
>> usuário dos produtos e serviços do Interlegis.
>>
>> Quero compartilhar com todos vocês um pouco do que penso sobre o tema
>> e ao mesmo tempo, baseado em minha experiência como profissional de
>> comunicação, apontar caminhos e soluções para superarmos alguns
>> desafios que se apresentam neste momento.
>>
>> O primeiro ponto que desejo abordar é a questão do Planejamento de
>> Comunicação do programa. A ausência de um planejamento de comunicação
>> adequado na primeira fase projeto, trouxe conseqüências negativas para
>> o Programa como um todo. Desde o planejamento da oferta de valor até
>> na forma como o programa é visto pelo seu target.
>>
>> Você pode estar me perguntando. Por que é tão importante ter um bom
>> planejamento de Comunicação?  Para não me estender muito em minha
>> resposta, pois o assunto renderia mais de um livro, vou me ater apenas
>> ao aspecto prático da questão.
>>
>> É através do Planejamento de Comunicação que qualquer organização
>> planeja a sua oferta de valor - materializada nos seus produtos e
>> serviços - para os seus públicos. É através do Planejamento de
>> Comunicação que geramos as expectativas (a promessa de valor) na
>> cabeça do nosso target. E aqui está um ponto crucial, se gerarmos as
>> expectativas erradas nas cabeças dos nossos clientes, expectativas que
>> não podemos atender, fatalmente iremos frustrá-los, e
>> conseqüentemente, não alcançaremos os nossos objetivos
>> organizacionais.
>>
>> No caso do Interlegis, essa mensagem errada trouxe conseqüências
>> nefastas para a própria marca Interlegis. O conceito mais moderno de
>> marca aponta para três aspectos ou processos que acontecem na cabeça
>> dos clientes, e que resultam na imagem de uma marca. O primeiro
>> aspecto é o do diálogo, uma marca é um diálogo constante, portanto, é
>> preciso saber o que dizer. O segundo aspecto é o da promessa de valor,
>> é preciso planejar e comunicar cuidadosamente a oferta de valor da
>> organização, evitando promessas e/ou mensagens irreais. O terceiro
>> aspecto é o da experiência, a imagem que os clientes constroem em
>> nossas cabeças sobre determinada marca, é fruto das experiências que
>> eles têm temos com os produtos e serviços oferecidos (ou prometidos)
>> pela marca.
>>
>> Pois bem, o Interlegis precisa planejar a sua Comunicação. Para com
>> isso, gerenciar e reposicionar a sua marca na cabeça dos seus
>> clientes. Apagar a imagem paternalista construída pelas adesões
>> “compradas” das casas legislativas na fase Um, para uma imagem de
>> fomentador da modernização, de parceiro do Legislativo no seu caminho
>> da modernização. (Ouçam o Podcast que publicamos sobre o tema:
>> http://comunicacaochapabranca.com.br/?p=6033)
>>
>> O bom de tudo isso é que o Interlegis já dispõe de todas (ou quase
>> todas) as informações e recursos necessários para a realização de um
>> Plano de Comunicação, todas as informações já estão disponíveis nos
>> dados apurados no I CENSO DO LEGISLATIVO.
>>
>> Explico, de forma resumida e direta, para se comunicar eficazmente, é
>> preciso identificar uma necessidade; priorizar o que for mais
>> importante; decidir o que deseja comunicar; torná-lo pertinente para a
>> audiência e depois repetir, repetir...
>>
>> Normalmente a fase mais difícil é a primeira, a identificação da
>> necessidade. No mundo privado as empresas gastam fortunas com
>> pesquisas e mais pesquisas para entenderem o que se passa na cabeça
>> dos seus clientes. O Interlegis não tem esse problema, pois a resposta
>> para todos (ou quase todos) os questionamentos necessários à execução
>> do Plano de Comunicação, já estão disponíveis no I Censo do
>> Legislativo, conduzido com maestria pela querida Telma Veturelli e
>> pelo competentíssimo José Dantas (diretor do Interlegis).
>>
>> Isso mesmo, o Interlegis possui algo que nenhuma outra organização
>> tem. O Interlegis tem em suas mãos, um raio-x completíssimo de toda a
>> estrutura de organizacional, estrutural, política e material de todos
>> os seus clientes.
>>
>> Através dos dados do Censo é possível identificar até quantos e quais
>> clientes estão distribuídos dentro do que chamamos de espectro do
>> relacionamento.  Explico, toda a Organização (o Interlegis inclusive)
>> tem os seus clientes distribuídos ao longo de um espectro, que vai
>> desde aqueles clientes potenciais que não conhecem os nossos produtos
>> e serviços (as vezes até desconhecem a existência da Organização),
>> passa por aqueles que conhecem e não utilizam, e vai até o outro
>> extremo povoado por aqueles que conhecem, utilizam e são
>> “evangelizadores” dos produtos da Organização. Para cada posição neste
>> espectro é necessário enviar uma mensagem distinta, e vocês sabem onde
>> definimos todas essas questões? No Plano de Comunicação.
>>
>> Para concluir, repito, é preciso elaborar um Plano de Comunicação para
>> o Interlegis, um Plano de Comunicação que tenha como foco principal o
>> fortalecimento daquilo que nós temos de mais valioso, as nossas
>> comunidades. E tenho certeza, não existe lugar melhor para discutir
>> isso, do que aqui no GICOM.  Como a maioria aqui, eu tenho um monte de
>> idéias e sugestões que podem ser úteis neste processo. Mas antes mais
>> nada é preciso iniciarmos o debate e, em minha opinião, este é o
>> momento ideal para fazermos isso.
>>
>> Grande abraço,
>
>
>
>
> --
> Site da Comunidade GICOM
> http://colab.interlegis.gov.br
>
> Para pesquisar o histórico da lista visite:
> http://colab.interlegis.gov.br/wiki/PesquisaListas
>
> Para administrar sua conta visite:
> http://listas.interlegis.gov.br/mailman/listinfo/gicom
>


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