[gicom] Campanha para ampliação das comunidades

Claudio Morale claudiomorale em interlegis.gov.br
Quarta Junho 3 12:46:10 BRT 2009


Caro Hélio, entendo que as proposições, de um modo geral, quando 
apresentadas, quaisquer que sejam elas, devam ter a atenção de todos 
pois a troca de idéias e experiências quase sempre trazem como 
resultados melhores práticas e senso comum sobre opiniões e, também, a 
otimização dos recursos que são disponibilizados. Como participei do 
Programa Interlegis (fase I) me vejo impelido a fazer algumas 
ponderações ao que escreveu:

- O Programa Interlegis tem claro os seus objetivos, metas e, sabe aonde 
quer chegar.

- Tudo o que conquistou, na sua primeira fase, não teria sido possível 
sem planejamento.

- No que tange à Comunicação, o Programa criou infraestrutura necessária 
com a implantação da RNI, interligando as Assembléias Legislativas; 
promoveu n+kapa eventos, não saberia precisar, nesse momento, mas creio 
que mais de uma centena, comunicando e promovendo ações de modernização 
e de fomento para o uso de tecnologias como a videoconferência, não 
somente no âmbito do legislativo, e a internet; incentivou o uso de 
computadores e a melhorias de processos com o uso da tecnologia da 
informação, distribuindo kit mínimo de equipamentos e de produtos para 
mais de 3500 câmaras. Nesse ponto discordo da sua visão, porque de fato 
não foram adesões compradas - houve um trabalho de conscientização da 
necessidade delas se reestruturarem introduzindo a tecnologia como fator 
indispensável para a modernização;

- A área de capacitação com os cursos à distância, apoiada que foi pelas 
áreas de tecnologia e de comunicação, teve desempenho fantástico 
atingindo milhares de alunos, algo como 7k/ano.

- Desde o início, fez uso da internet e por meio de seu portal publicou 
matérias e assuntos relevantes para o Legislativo, atendeu as Casas 
aderidas, tendo, para isso, criado espaço próprio a cada uma delas para 
que publicassem suas próprias informações e as administrassem de modo 
independente sem a interferência do Interlegis. Para isso, cada casa 
tinha um administrador de seu espaço no portal Interlegis. O portal 
modelo veio como uma evolução do processo de comunicação permitindo 
descentralizar não somente o conteúdo, mas também a forma. Havia o 
entendimento de que não cabia ao Interlegis ficar mantendo as 
informações de todas as Casas em seu portal. Ou seja, além de 
disponibilizar os meios para que as casas legislativas aderidas 
publicassem suas informações, incentivou (e vem incentivando) o uso da 
tecnologia da informação e atuação independente. Para aquelas, como vc 
citou, que não têm condições mínimas, o Interlegis está se dispondo a 
suprir também a hospedagem. As atividades de campo permitiram ao 
Interlegis entender as realidades das Casas e, como isso, reorientar a 
sua atuação, segundo os níveis de maturidade em que se apresentam.

- Discordo de que existam promessas ou mensagens irreais, apenas como 
todos sabemos, o legislativo é por si um ambiente político e, nem 
sempre, se tem a tempo e a hora todos os instrumentos necessários para 
voar em céu de brigadeiro.

- Por fim, continuo acreditando que as Comunidades também têm papel 
fundamental de indução do processo de modernização.

[]'s
Morale
SPDT/Interlegis

Hélio Leite Teixeira escreveu:
> Amigo Jean,
> A sua idéia é fantástica e deve ser abraçada por todos nós com o
> espírito semelhante ao de mutirão. Onde todos são atores e cúmplices
> da ação.
> 
> Vou aproveitar a sua deixa para lançar uma discussão muito importante
> e que deve preceder as ações sugeridas por você em sua mensagem. Antes
> de discutir ações e/ou campanhas de comunicação é preciso discutir o
> futuro da Comunicação do Interlegis. Se não sabemos aonde queremos ir
> não chegaremos em lugar algum.
> 
> A idéia aqui é AJUDAR os profissionais de comunicação e os gestores do
> Programa. Quero tratar da questão por um ponto de vista pouco abordado
> até aqui, a chamada visão “da ponta do processo”, trazer um olhar “de
> fora” para a questão, apesar de me considerar uma pessoa “de dentro”,
> pois além de ser um assíduo colaborador do Programa, sou também um
> usuário dos produtos e serviços do Interlegis.
> 
> Quero compartilhar com todos vocês um pouco do que penso sobre o tema
> e ao mesmo tempo, baseado em minha experiência como profissional de
> comunicação, apontar caminhos e soluções para superarmos alguns
> desafios que se apresentam neste momento.
> 
> O primeiro ponto que desejo abordar é a questão do Planejamento de
> Comunicação do programa. A ausência de um planejamento de comunicação
> adequado na primeira fase projeto, trouxe conseqüências negativas para
> o Programa como um todo. Desde o planejamento da oferta de valor até
> na forma como o programa é visto pelo seu target.
> 
> Você pode estar me perguntando. Por que é tão importante ter um bom
> planejamento de Comunicação?  Para não me estender muito em minha
> resposta, pois o assunto renderia mais de um livro, vou me ater apenas
> ao aspecto prático da questão.
> 
> É através do Planejamento de Comunicação que qualquer organização
> planeja a sua oferta de valor - materializada nos seus produtos e
> serviços - para os seus públicos. É através do Planejamento de
> Comunicação que geramos as expectativas (a promessa de valor) na
> cabeça do nosso target. E aqui está um ponto crucial, se gerarmos as
> expectativas erradas nas cabeças dos nossos clientes, expectativas que
> não podemos atender, fatalmente iremos frustrá-los, e
> conseqüentemente, não alcançaremos os nossos objetivos
> organizacionais.
> 
> No caso do Interlegis, essa mensagem errada trouxe conseqüências
> nefastas para a própria marca Interlegis. O conceito mais moderno de
> marca aponta para três aspectos ou processos que acontecem na cabeça
> dos clientes, e que resultam na imagem de uma marca. O primeiro
> aspecto é o do diálogo, uma marca é um diálogo constante, portanto, é
> preciso saber o que dizer. O segundo aspecto é o da promessa de valor,
> é preciso planejar e comunicar cuidadosamente a oferta de valor da
> organização, evitando promessas e/ou mensagens irreais. O terceiro
> aspecto é o da experiência, a imagem que os clientes constroem em
> nossas cabeças sobre determinada marca, é fruto das experiências que
> eles têm temos com os produtos e serviços oferecidos (ou prometidos)
> pela marca.
> 
> Pois bem, o Interlegis precisa planejar a sua Comunicação. Para com
> isso, gerenciar e reposicionar a sua marca na cabeça dos seus
> clientes. Apagar a imagem paternalista construída pelas adesões
> “compradas” das casas legislativas na fase Um, para uma imagem de
> fomentador da modernização, de parceiro do Legislativo no seu caminho
> da modernização. (Ouçam o Podcast que publicamos sobre o tema:
> http://comunicacaochapabranca.com.br/?p=6033)
> 
> O bom de tudo isso é que o Interlegis já dispõe de todas (ou quase
> todas) as informações e recursos necessários para a realização de um
> Plano de Comunicação, todas as informações já estão disponíveis nos
> dados apurados no I CENSO DO LEGISLATIVO.
> 
> Explico, de forma resumida e direta, para se comunicar eficazmente, é
> preciso identificar uma necessidade; priorizar o que for mais
> importante; decidir o que deseja comunicar; torná-lo pertinente para a
> audiência e depois repetir, repetir...
> 
> Normalmente a fase mais difícil é a primeira, a identificação da
> necessidade. No mundo privado as empresas gastam fortunas com
> pesquisas e mais pesquisas para entenderem o que se passa na cabeça
> dos seus clientes. O Interlegis não tem esse problema, pois a resposta
> para todos (ou quase todos) os questionamentos necessários à execução
> do Plano de Comunicação, já estão disponíveis no I Censo do
> Legislativo, conduzido com maestria pela querida Telma Veturelli e
> pelo competentíssimo José Dantas (diretor do Interlegis).
> 
> Isso mesmo, o Interlegis possui algo que nenhuma outra organização
> tem. O Interlegis tem em suas mãos, um raio-x completíssimo de toda a
> estrutura de organizacional, estrutural, política e material de todos
> os seus clientes.
> 
> Através dos dados do Censo é possível identificar até quantos e quais
> clientes estão distribuídos dentro do que chamamos de espectro do
> relacionamento.  Explico, toda a Organização (o Interlegis inclusive)
> tem os seus clientes distribuídos ao longo de um espectro, que vai
> desde aqueles clientes potenciais que não conhecem os nossos produtos
> e serviços (as vezes até desconhecem a existência da Organização),
> passa por aqueles que conhecem e não utilizam, e vai até o outro
> extremo povoado por aqueles que conhecem, utilizam e são
> “evangelizadores” dos produtos da Organização. Para cada posição neste
> espectro é necessário enviar uma mensagem distinta, e vocês sabem onde
> definimos todas essas questões? No Plano de Comunicação.
> 
> Para concluir, repito, é preciso elaborar um Plano de Comunicação para
> o Interlegis, um Plano de Comunicação que tenha como foco principal o
> fortalecimento daquilo que nós temos de mais valioso, as nossas
> comunidades. E tenho certeza, não existe lugar melhor para discutir
> isso, do que aqui no GICOM.  Como a maioria aqui, eu tenho um monte de
> idéias e sugestões que podem ser úteis neste processo. Mas antes mais
> nada é preciso iniciarmos o debate e, em minha opinião, este é o
> momento ideal para fazermos isso.
> 
> Grande abraço,






Mais detalhes sobre a lista de discussão GICOM