[GICOM] Por que maio é o mês das noivas?

Hélio Teixeira heliolteixeira em yahoo.com.br
Quarta Outubro 8 09:20:07 BRT 2008


Do m=E9dico Weide Jos=E9, um dos anjos da guarda da Unidade de Emerg=EAncia=
 de Macei=F3 e colaborador do blog, recebemos o e-mail que reproduzimos par=
a todos tamb=E9m sintam que =E9 vivendo e aprendendo. =



Ao se visitar o Pal=E1cio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuos=
o pal=E1cio n=E3o tem banheiros. =

Na
Idade M=E9dia, n=E3o existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes,
muito menos papel higi=EAnico. As excresc=EAncias humanas eram despejadas
pelas janelas do pal=E1cio.

Em dia de festa, a cozinha do pal=E1cio conseguia preparar banquete para 1.=
500 pessoas, sem a m=EDnima higiene. =

Vemos
nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explica=E7=E3o n=E3o est=E1=
 no
calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram
propositalmente feitas para conter o odor das partes =EDntimas, j=E1 que
n=E3o havia higiene).

Tamb=E9m n=E3o havia o costume de se tomar banho
devido ao frio e a quase inexist=EAncia de =E1gua encanada. O mau cheiro
era dissipado pelo abanador. S=F3 os nobres tinham lacaios para
aban=E1-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, al=E9m
de tamb=E9m espantar os insetos.

Quem j=E1 esteve em Versailles
admirou muito os jardins enormes e belos que, na =E9poca, n=E3o eram s=F3
contemplados, mas "usados" como vaso sanit=E1rio nas famosas baladas
promovidas pela monarquia, porque n=E3o existia banheiro.

Na
Idade M=E9dia, a maioria dos casamentos ocorria no m=EAs de junho (para
eles, o in=EDcio do ver=E3o). A raz=E3o =E9 simples: o primeiro banho do ano
era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era
toler=E1vel. =


 =

Entretanto, como alguns odores j=E1 come=E7avam a
incomodar, as noivas carregavam buqu=EAs de flores, junto ao corpo, para
disfar=E7ar o mau cheiro. Da=ED termos "maio" como o "m=EAs das noivas" e a
explica=E7=E3o da origem do buqu=EA de noiva.

Os banhos eram tomados
numa =FAnica tina, enorme, cheia de =E1gua quente. O chefe da fam=EDlia tin=
ha
o privil=E9gio do primeiro banho na =E1gua limpa.

Depois, sem
trocar a =E1gua, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as
mulheres, tamb=E9m por idade e, por fim, as crian=E7as.

Os beb=EAs
eram os =FAltimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a =E1gua da
tina j=E1 estava t=E3o suja que era poss=EDvel "perder" um beb=EA l=E1 dent=
ro.

=C9 por isso que existe a express=E3o em ingl=EAs "don't throw the babyout =
with the bath water", ou seja, literalmente "n=E3o jogue o beb=EA fora junt=
o com a =E1gua do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos.

Os
telhados das casas n=E3o tinham forro e as vigas de madeira que os
sustentavam era o melhor lugar para os animais - c=E3es, gatos, ratos e
besouros se aquecerem.

Quando chovia, as goteiras for=E7avam os
animais a pularem para o ch=E3o. Assim, a nossa express=E3o "est=E1 chovendo
canivete" tem o seu equivalente em ingl=EAs em "it's raining cats and
dogs" (est=E1 chovendo gatos e cachorros).

Aqueles que tinham
dinheiro possu=EDam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam
o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada.
Lembremo-nos de que os h=E1bitos higi=EAnicos, da =E9poca, eram p=E9ssimos.

Os
tomates, sendo =E1cidos, foram considerados durante muito tempo
venenosos. Os copos de estanho eram usados para cerveja ou u=EDsque.

Essa
combina=E7=E3o, =E0s vezes, deixava o indiv=EDduo "no ch=E3o" (numa esp=E9c=
ie de
narcolepsia induzida pela mistura da bebida alco=F3lica com =F3xido de
estanho).

Algu=E9m que passasse pela rua poderia pensar que ele
estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O
corpo era ent=E3o colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a
fam=EDlia ficava em volta, em vig=EDlia, comendo, bebendo e esperando para
ver se o morto acordava ou n=E3o.

Da=ED surgiu o vel=F3rio, que =E9 a vig=EDlia junto ao caix=E3o.

A
Inglaterra =E9 um pa=EDs pequeno, onde nem sempre havia espa=E7o para se
enterrarem todos os mortos. Ent=E3o os caix=F5es eram abertos, os ossos
retirados, postos em oss=E1rios, e o t=FAmulo utilizado para outro cad=E1ve=
r.

As
vezes, ao abrirem os caix=F5es, percebia-se que havia arranh=F5es nas
tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade,
tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a id=E9ia de, ao se fechar o
caix=E3o, amarrar uma tira no pulso do defunto, pass=E1-la por um buraco
feito no caix=E3o e amarr=E1-la a um sino.

Ap=F3s enterro, algu=E9m
ficava de plant=E3o ao lado do t=FAmulo, durante uns dias. Se o indiv=EDduo
acordasse, o movimento de seu bra=E7o faria o sino tocar. E ele seria
"saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", express=E3o usada por n=F3s at=
=E9
os dias de hoje.

Como eu disse no in=EDcio, =E9 vivendo e aprendendo.

 H=E9lio Leite Teixeira
Assembl=E9ia Legislativa do Estado de Alagoas
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