[gial] Estenotipista

Joailson Rodrigues de Souza rabisouza em live.com
Sexta Agosto 16 12:16:56 BRT 2013


Estenotipista conhece essa profissão?
                  UMA PROFISSÃO EM ALTA



A estenotipia, técnica de digitação que vem ganhando mercado no País, já
 está tomando o lugar da datilografia e da taquigrafia em vários 
ambientes de trabalho.



A função do estenotipista consiste em registrar depoimentos, audiências,
 debates, palestras ou mesmo uma simples conversa por 
escrito/digitalizado com a mesma velocidade em que é falado, e 
simultaneamente. Para isso, utiliza o estenótipo, um teclado especial 
com 24 teclas. Essas teclas podem ser batidas ao mesmo tempo, oferecendo
 uma infinidade de combinações, ao

contrário de um computador ou de uma máquina de escrever nos quais se tecla letra por letra.



Conectado a um computador, com o auxílio de um software de transcrição, o
 estenótipo traduz para a Língua Portuguesa todos os códigos, 
abreviaturas e contrações que são digitadas. No software há um 
dicionário para que possam ser acrescentadas novas palavras com o 
objetivo de abastecer o banco de

dados e melhorar o desempenho.



Um digitador experiente pode registrar 65 palavras por minuto em um 
computador enquanto um estenotipista iniciante alcança 180 palavras em 
média.



Um taquígrafo suporta, no máximo, 10 minutos de apanhamento, devido aos 
inúmeros movimentos manuais. Já um estenotipista pode fazê-lo por uma 
hora e quarenta e cinco minutos em média.

O estenotipista pode trabalhar nas mais diversas áreas: jurídica,

legislativa, médica, executiva, administrativa, educacional e de

comunicação. "Mas para ser um bom profissional é fundamental ter 
excelente conhecimento da língua portuguesa, habilidade de concentração,
 boa memória e saber informática", avisa Débora Santos de Souza, há 
cinco anos na profissão, produzindo legendas para programas do SBT, da 
TV Assembléia e da

TV Câmara.



A estenotipia vem oferecendo um novo mercado de trabalho para os 
deficientes visuais. Elinaldo Camelo Paiva, 26 anos, deficiente visual, 
descobriu a profissão por acaso. Soube de um curso que oferecia bolsas 
de estudo para deficientes. Atuando há três anos na cobertura de 
reuniões nos diversos Ministérios em Brasília, onde reside, busca sempre
 se aperfeiçoar. "Hoje, produzo 130 palavras por minuto e busco 
aprimorar a velocidade, ouvindo

rádio, acompanhando os locutores".



É também um profissional cego quem faz o registro das reuniões do 
Ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome, José Graziano da 
Silva, para o Programa Fome Zero.



Profissional valorizado e bem remunerado.



A Steno do Brasil é a empresa que detém a tecnologia da estenotipia 
computadorizada no País, trazida em 1994 e adaptada à Língua Portuguesa 
em um trabalho conjunto com o Tribunal de Justiça de São Paulo. Depois 
de São Paulo, os tribunais do Rio Grande do Sul, Brasília e Goiás 
passaram a utilizar o recurso.

O cargo de estenotipista ainda não existe. Quem exerce a função são 
escreventes técnicos judiciários, que recebem gratificação específica 
para tanto. Nos concursos para o cargo há sempre reserva de vagas para 
portadores de deficiência. Um estenotipista de primeira linha chega a 
receber R$ 150

por hora trabalhada.



O TJ paulista tem 362 estenotipistas, distribuídos entre capital e 
interior. Mercado em expansão Várias emissoras de televisão (Globo, SBT,
 TV Câmara e TV Assembléia) já utilizam a estenotipia computadorizada na
 produção das legendas de palavras (captions), seguindo o que dispõe a 
Lei Federal nº 10.098/00, em seu Art. 19 "os serviços de radiodifusão 
sonora de sons e imagens adotarão plano de medidas técnicas com o 
objetivo de permitir o uso da subtitulação, para garantir o direito de 
acesso à informação".



As legendas de palavras são um fator decisivo para a educação e 
informação dos deficientes auditivos, ou seja, cerca de 7% da população.
 Tem utilidade em hospitais, aeroportos, hotéis, etc., onde o volume dos
 aparelhos de televisão é controlado, e beneficia também idosos com 
baixa audição, crianças em fase de alfabetização e os estrangeiros.



Adeva sai na frente.



Sempre atenta às necessidades do mercado de trabalho, a ADEVA inicia seu
 primeiro curso de estenotipia computadorizada em setembro. As aulas, 
ministradas pela profª Audrey Andrade Pereira, da Steno do Brasil, 
acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, no Centro de 
Treinamento Bandeira, à praça da Bandeira 61, cj. 61, próximo à Estação 
Anhangabaú do metrô.



Fonte: Revista Sentidos, abril 2003 		 	   		  
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