[gial] RES: Transparência pública?

Robison Gonçalves de Castro RGCASTRO em senado.gov.br
Sexta Maio 7 14:47:13 BRT 2010


Guilherme,

Acompanho vc em seu raciocínio. E adiciono que países que hoje têm governos eficientes e transparentes, como os Países escandinavos, Nova Zelândia e Austrália, trilharam exatamente este caminho, de maneiras diversas, mas como mesmo fito: transparência gerencial: claras demonstrações á sociedade da relação custo-resultado dos programas.

Dar transparências para bilhões de empenhos e ordens bancárias, além de caríssimo, não vai fazer o eleitor saber se inundar a Amazônia para construir Belo Monte é uma boa e eficiente solução ou não para o problema.

abçs

Róbison Gonçalves de Castro
Diretor de Planejamento e Fomento do Projeto Interlegis
rgcastro em senado.gov.br
55(61)3303-2618
 
-----Mensagem original-----
De: gial-bounces em listas.interlegis.gov.br [mailto:gial-bounces em listas.interlegis.gov.br] Em nome de Guilherme Mendonça Rodrigues
Enviada em: sexta-feira, 7 de maio de 2010 12:05
Para: gial-bounces em listas.interlegis.gov.br; gial em listas.interlegis.gov.br
Assunto: [gial] Transparência pública?

Prezados,

Diante das colocações  acerca da matéria, dedico a exposição ao  
interior da administração pública, em especial, finanças e governança  
pública. Primeiramente, gestão de recursos públicos não se trata de  
gênero novo dentre o universo das finanças, tão somente é uma espécie,  
neste sentido devemos vislumbrar esta problemática, primeiro, pela  
ótica das finanças (veio gerencial), aplicando regras gerais deste  
universo às especificidades do setor público. (O que se vê é o  
contrário)

Segundo, do problema colocado em todos os emails acerca de governança  
pública, que nada mais é do que o desdobramento de governança  
corporativa aplicada ao setor público, destacamos ai a transparência  
dos atos e fatos da administração, integridade da contabilização e  
responsabilização desta e pela administração, surge a questão da  
eficiência, que a meu ver é o denominador comum para nossas  
inquietudes, tratando pois do retorno (benefício socioeconômico)  
gerado pela administração pública quando acreditamos à administração  
recursos (nosso esforço) a serem aplicados na atividade governamental,  
para financiar uma pauta de políticas.

Assim, retomando a consideração inicial sobre finanças combinada às  
questões de governança pública, temos a gestão propriamente dita, que  
antes de qualquer consideração, se compõe de pessoas, pessoas de carne  
e osso, pessoas naturais, no seu melhor sentido subjetivo de ser.

Por conseguinte, ao imputar às pessoas (leia-se - máquina  
administrativa) a materialidade dos fatos, componho o coro que remete  
a estas o dever-ser sujeito ativo de um modelo de administração  
gerencial, que em nosso problema, subroga-se na administração  
financeira e orçamentária e sua exteriorização, e para tanto, bastamos  
que o valor gerencial esteja claro e certo nas práticas das pessoas.

Como fazer isso? Logicamente é com uma política séria de recursos  
humanos, valorizando o servidor publico de careira, destacando ainda a  
confluência  de instituições de ensino superior e setor público,  
fomentando parecerias no âmbito municipal e regional, e principalmente  
compreendo a complexidade sociológica das relações interiores a  
administração com ambiente seja interno ou externo.(Vejam quantas  
decisões políticas, então que haja advocacia desses interesses)

Notem que não estou considerando qualquer tipo de tecnologia, estou  
apenas referindo ao fator humano, o fator trabalho, em particular, no  
campo do direito financeiro, finanças e contabilidade pública. Temos  
que descobrir o veio gerencial da administração e para tanto é  
necessário educação continuada do servidor, sistema de remuneração  
digno, alinhada a uma avaliação pró-ativa do desempenho, cobrando  
resultados a contento das atividades de cada ofício.

Se tivermos PESSOAS, fica fácil falarmos de funções de planejamento,  
gestão e controle, assim como custos no setor público, administração e  
contabilidade pública gerencial, do contrário, sempre adotaremos uma  
conduta  reativa, legiferante, formalista e escapista para o fomento  
de mudanças na administração. O coitado do cidadão numa dessas é  
sempre o que paga e paga caro!

Propostas ousadas, não são? Pois é, conjugar o verbo empreender na  
administração, hoje, é mais que necessário é fundamental! Soluções de  
baixo custo e resultados valiosas!!!

Guilherme Mendonça Rodrigues



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