[gial] RES: RES: RES: Por onde anda a alma do Legislativo?

Kelly Soares kellyconsultoria em hotmail.com
Segunda Maio 3 10:12:27 BRT 2010


Iber, 

Vou me colocar ao seu lado para esperar as pauladas! Tenho dito isso faz um tempão! Óbvio que o conteúdo haveria de ser reformulado, mas, o espírito de civismo nesse país está cada vez mais ausente e isso é preocupante. Nossos adolescentes acham chato falar de problemas sociais e política... fico me perguntando sobre o futuro do Brasil, principalmente em se tratando de novas lideranças políticas. Como garantir a afirmação de que a criança de hoje é o futuro da Nação, se não há preparação para o exercício da cidadania? 
Vou aproveitar esse momento para deixar uma sugestão. Em 2008, pouco antes de me afastar da Câmara Municipal de Sete Lagoas/MG, realizei aqui um evento muito importante nesse quesito. Foi a I Gincana da Cidadania, da qual participaram alunos de ensino fundamental. Na realização da gincana os estudantes tiveram a oportunidade de se envolver com questões de história municipal, cidadania e até social (pois contribuiram com a arrecadação de alimentos para a distribuição de cestas básicas). O mais interessante foi a premiação da equipe vencedora. Eles seguiram com uma comitiva da Câmara Municipal rumo à Brasília, para uma visita orientada ao Congresso Nacional e os pontos turísticos e históricos da capital nacional. O Interlegis marcou presença nesse momento, recebendo esses estudantes de forma muito especial. Senti que isso foi um marco na vida daqueles jovens. A emoção de estarem no plenário das Casas Legislativas, assim como em vários outros lugares que estivemos, fez despertar neles uma sensação diferente. Me lembro que dois deles se mostraram interessados nos caminhos da política, se mostrando entusiasmados diante do que vivenciaram. 
Penso que se as escolas não voltarem a fazer algo nessa seara, precisamos pensar em algo possível! E, as CÂmaras Municipais podem em muito contribuir nesse processo, com ações de cidadania e formação política. 

Saudações!

Kelly Cristina O. Soares 




From: iber em camarabirigui.sp.gov.br
To: gial em listas.interlegis.gov.br
Date: Mon, 3 May 2010 10:02:19 -0300
Subject: Re: [gial] RES:  RES:  RES:  Por onde anda a alma do Legislativo?












Re: [gial] RES: Por onde anda a alma do Legislativo?








Caro Róbison;

 

Vou fazer um comentário e me praparar para a paulada….Ah, que
saudades das aulas de Moral e Cívica e de OSPB…..ainda que com conteúdo
necessáriamente reformulado…mas que saudade….

 

 

Iber

 





De: gial-bounces em listas.interlegis.gov.br
[mailto:gial-bounces em listas.interlegis.gov.br] Em nome de Robison
Gonçalves de Castro

Enviada: Monday, May 03, 2010 9:57 AM

Para: Grupo Interlegis de Assessoria Legislativa

Assunto: [gial] RES: RES: RES: Por onde anda a alma do Legislativo?





 

Caro Iber,

 

Em função de manifestações como esta sua eu decidi permanecer. Não
tenho nada a esconder.

 

Quanto à conversa abaixo, concordo com vc: nosso sistema
educacional não forma cidadãos. Os Governos que se alternam buscam utilizar o
sistema educacional para “vender” suas teses sobre como deve ser a realidade
política. Não ensinam quais são as Instituições, para que elas servem, como
elas funcionam em outros países comparativamente às nossas. 

 



Róbison Gonçalves de Castro

Diretor de Planejamento e Fomento do Projeto Interlegis

rgcastro em senado.gov.br

55(61)3303-2618



 









De:
gial-bounces em listas.interlegis.gov.br
[mailto:gial-bounces em listas.interlegis.gov.br] Em nome de Iber
Vasconcelos Jr.

Enviada em: segunda-feira, 3 de maio de 2010 07:50

Para: 'Grupo Interlegis de Assessoria Legislativa'

Assunto: Re: [gial] RES: RES: Por onde anda a alma do Legislativo?



 

Bom dia Róbison;

 

Você está correto em sua análise histórica. Desde que os
europeus por aqui aportaram são raros os episódios de incentivo a educação,
politização e crescimento democrático. Não havia interesse das metrópolis e
todos sabemos disso. As instituições precisam mesmo ser reformadas em alguns
aspectos, mas isso necessáriamente passa pela reforma das instituições
educacionais – do maternal ao pós doutorado. Óbvio que ações desse tipo demoram
anos, mas há que se iniciar o processo. Peço que reconsidere sua intenção de
sair da lista. Sua contribuição é fundamental para todos nós. Até pelo exemplo,
de um dirigente de orgão governamental se expôr ao debate público e participar
ativamente das atividades, caso infelizmente ainda raro na administração
nacional. Abraços;

 

 

 

 

Iber Vasconcelos Jr.

Gestor de Informática

Câmara Municipal de Birigüi - SP

(018) 3649-3000    r. 127

 

 

 





De:
gial-bounces em listas.interlegis.gov.br
[mailto:gial-bounces em listas.interlegis.gov.br] Em nome de Robison
Gonçalves de Castro

Enviada: Saturday, May 01, 2010 8:49 AM

Para: Grupo Interlegis de Assessoria Legislativa

Assunto: [gial] RES: RES: Por onde anda a alma do Legislativo?





 





BOm dia,





 





Não
vou deixar sua colocãção no ar.





 





Caro
Alexandre, eu, e pode ser que esteja completamente errado e sendo
excessivamente pessimista, vejo, sim, a
formação histórica dos países sulamericanos conspirando contra a democracia,
Nos períodos ditatoriais fomos educados para tanto e há uma crença que temos as
condições que temos porque somos dominados por outros enão pelos nossos
próprios erros. Há uma crença de que o Estado resolverá os probelmas da
sociedade, se tiver líderes fortes. Bom, eu acredito em instituições e acredito
na força da cidadania eda organização social. mas não quandoe stas organizações
se apóiam no estado, se deixam cooptar por partidos e quando seus chefes buscam
cargos no estado.





 





Vc diz: "A reforma das
instituições, como por exemplo o Parlamento, não me 

parece a saída mais razoável como primeira ação no sentido da real 

representação. Instituições são antes de tudo representações de 

pessoas e valores da sociedade em voga."





 





Concordo plenamente. Não acho
que d eva mesmo ser a primeira ação no sentido da real 

representação. Mas acho que deve ser feita.





 





Em minha opinião, para
começarmos a melhorar o País, primeiro tínhamos que fazer uma investimento bem
mais sério em educação e redistribuição de renda (e não de bolsas...). Depois
tínahmos que rever as atribuições dos poderes e reorganizar o modelo
federativo. Tarefas complexas.







 







De: gial-bounces em listas.interlegis.gov.br em
nome de ale.felipe em usp.br

Enviada: qui 29/4/2010 17:47

Para: gial em listas.interlegis.gov.br

Assunto: Re: [gial] RES: Por onde anda a alma do Legislativo?





Robinson, creio que talvez a palavra que você
tenha usado seja forte, 

não vejo a formação histórica conspirando contra a democracia. 

Concordo que talvez seja um ascpeto que torne mais delicado ainda essa 

jogo político.



A reforma das instituições, como por exemplo o Parlamento, não me 

parece a saída mais razoável como primeira ação no sentido da real 

representação. Instituições são antes de tudo representações de 

pessoas e valores da sociedade em voga.



Alexandre Lima







Citando Robison Gonçalves de Castro <RGCASTRO em senado.gov.br>:



> Caros Alexandre e Alessandra,

>

> Há alguns anos atrás li uma obra, que não é nova, cujo autor
se  

> chama Vítor Nunes Leal, que tem por título: "Coronelismo, Enxada
e  

> Voto". Penso que esta é obra, que fala da história de nossa
formação 

>  política, ainda é atual para quem quer entender o tipo
de  

> questionamento que tão adequadamente trazem a baila.

>

> Em suma: penso que nossa formação histórica conspira contra a  

> democracia, a separação do poderes, a redução das
desigualdades  

> sociais. E não vi governo na República, nenhum sequer, que não
se  

> apóie nas oligarquias tradicionais para conseguir base de  

> sustentação. Reformar as instituições com esta base penso ser
um  

> paradoxo.

>

> Minha experiência é que no pequeno município, tudo ainda é
mais  

> difícil neste sentido. Cabe a nós, todavia, plantar as sementes
que  

> possibilitem transformar este estado de coisas.

>

> Róbison Gonçalves de Castro

> Diretor de Planejamento e Fomento do Projeto Interlegis

> rgcastro em senado.gov.br

> 55(61)3303-2618

>

>

> -----Mensagem original-----

> De: gial-bounces em listas.interlegis.gov.br  

> [mailto:gial-bounces em listas.interlegis.gov.br]
Em nome de  

> ale.felipe em usp.br

> Enviada em: segunda-feira, 26 de abril de 2010 21:32

> Para: gial em listas.interlegis.gov.br

> Assunto: [gial] Por onde a alma do Legislativo?

>

> Muitas vezes nos questionamos acerca da real força que as Câmaras

> espalhadas pelo Brasil e o Congresso possui, principalmente, frente ao

> Poder Executivo.

>

> Na verdade, essa questão de separação de poderes iniciou-se apenas com

> Montesquieu, no entanto, o jogo de poder e força já existia antes. Por

> exemplo, na Inglaterra em 1215, quando a nobreza feudal inglesa impôs

> ao rei João - Sem - Terra a criação da Carta Magna - precurssora das

> Cartas pelo mundo - como forma de dificultar o processo de

> centralização política. Antes, a ideia de Parlamento consistia apenas

> na reunião de pessoas mais sábia e vividas como forma consultiva.

>

> Somente no período do rei supra-citado que o "Poder Legislativo"

> (entre aspas pois não existia essa separação à época) inicia

> claramente uma disputa de poder legalmente com o Monárquico, e pior,

> de uma forma ainda não respaldada através de uma lei ou Carta que, até

> então, pudesse dar arcabouço para essa disputa.

>

> Fizemos essa pequena introdução histórica para iniciar a ideia e o

> debate sobre essa contradição na qual o Parlamento foi se construindo.

>

> Sua gênese foi para frear o poder e o ímpeto Monarquico -

> centralizador e mesmo assim atuando em um cenário de ausência legal

> que resguardasse essa disputa. Já o que temos atualmente é um

> Parlamento e uma infinidade de Câmaras de Vereadores espalhadas pelo

> país cujo poder de representatividade social e força político no trato

> com o Executivo é diminuta. E um agravante: não faltam sustentações

> legais para sustentar essa força, vide os variado artigos da

> Constituição que cita as suas atribuições (ex. art. 51), isso só para

> citar a esfera federal.

>

> Por isso aproveito essa lista, na qual proporciona-se um contato

> direto com servidores tanto de esferas municipais como federais e cujo

> trabalho está diretamente ligado ao dia - a - dia político dessas

> Casas, e gostaria de ouvir também a opinião e a experiência de vocês

> sobre a inquietude levantada.

>

> Att,

> Alexandre Lima (ale.felipe em usp.br)

> Alessandra Suarez (ale_suarez em msn.com)

>

> Graduandos do curso de Gestão de Políticas Públicas - USP

>

> --

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> http://colab.interlegis.gov.br

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> Para pesquisar o histórico da lista visite:

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