[gial] Fwd: Detalhando a ação

Edson Cardoso Rocha edsonrocha em usp.br
Quinta Fevereiro 25 18:25:55 BRT 2010


Olá Wesley,



Acredito que o sentindo de publicidade exigida pela constituição está mais relacionado à transparência na administração pública, o que não depende necessariamente de grandes investimentos.

No entanto, o que se tem com freqüência é a propaganda de governo e não publicação de resultados, balanços contábeis e ampla divulgação de demais atos públicos.

É obvio que mais transparência exige maior responsabilidade e certamente provocam maiores cobranças, além de envolver desgaste político para próximas eleições.

Sendo assim, entendo que a publicidade na administração pública está mais relacionada a estes custos do que aos econômicos.

 

Edson Rocha

Gestão de Políticas Públicas.

Escola de Artes Ciências e Humanidades

  ----- Original Message ----- 
  From: wesley dias santos 
  To: Grupo Interlegis de Assessoria Legislativa 
  Sent: Thursday, February 25, 2010 5:14 PM
  Subject: Re: [gial] Fwd: Detalhando a ação


  Olá a todos, entrando um pouco no assunto de vocês, na constituição federal temos dois princípios interessantes, o da publicidade e também da economicidade. Sabemos também que para se produzir uma publicidade de qualidade é necessário gastar valores consideráveis. Neste sentido qual a opinião de vocês sobre em qual desses dois princípios o Gestor público deve focar mais para uma administração bem conduzida. 

  > Date: Wed, 24 Feb 2010 16:11:54 -0300
  > From: heliolteixeira em gmail.com
  > To: gial em listas.interlegis.gov.br
  > Subject: [gial] Fwd: Detalhando a ação
  > 
  > Oi Mauricio,
  > 
  > Vamos continuar o debate focando mais de perto a tua realidade ao na
  > Câmara de Pedreira.
  > 
  > Levando em consideração o seu relato, fica muito claro o alto grau de
  > correção das suas ações. Como não conheço bem a sua realidade, não
  > seria correto (nem ético) da minha parte falar de algo que desconheço.
  > Como diz o ditado popular, "cada um sabe onde o seu calo aperta".
  > Assim, você seguiu os passos e a direção que achou mais conveniente,
  > de acordo com a realidade (além dos recursos materiais e humanos
  > disponíveis) que só você conhece.
  > 
  > Portanto, o meu comentário terá um tom mais conceitual. Vou usar o seu
  > relato (apenas) para ilustrar o argumento e discutir algumas questões
  > de fundo dentro do contexto atual da Comunicação Organizacional.
  > 
  > Dentro das várias "teorias da administração" vigentes (e que
  > funcionavam muito bem até bem pouco tempo atrás), a tarefa de
  > "comunicar" dentro das organizações era vista dentro uma visão que
  > tinha pelo menos três pressupostos básicos: (1) A COMUNICAÇÃO É
  > PRERROGATIVA EXCLUSIVA DO SETOR OU DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO, (2) O
  > ATO DE COMUNICAR CONSISTIA ESSENCIALMENTE NUMA TAREFA TRANSACIONAL,
  > (3) A INICIATIVA E O CONTROLE DA MENSAGEM ESTAVA SEMPRE NAS MÃOS DAS
  > ORGANIZAÇÕES.
  > 
  > Confesso que esse cenário era o melhor dos mundos para nós
  > comunicadores. Tudo ficava mais simples. Bastava publicar nossos
  > "pacotes" de informações na mídia correta (aquela onde podíamos
  > alcançar nosso target!, ou pelo menos a maior parte dele), usando a
  > linguagem certa, dentro do timing ideal, para então persuadi-los com
  > as nossas técnicas (até então quase infalíveis!) de convencimento e
  > persuasão, que diga-se de passagem, as "melhores" faculdades de
  > comunicação do mundo AINDA INSISTEM em nos ensinar...
  > 
  > Para a alegria de alguns e desespero de muitos, essas teorias estão
  > sendo (na verdade já foram!) peremptoriamente devastadas pelo avanço
  > das novas tecnologias de comunicação e relacionamento. Praticamente
  > todas as antigas práticas de planejamento de comunicação, incluindo
  > planejamento de mídia e a criação e entrega de produtos e serviços,
  > PRECISAM SER IMEDIATAMENTE REVISTAS sob a luz da nova configuração
  > político-social-econômica que essa nova realidade nos impõe.
  > 
  > O próprio conceito (e o escopo) daquilo que chamamos de "Planejamento
  > de Comunicação" mudou nesse novo mundo. A razão para isso é simples:
  > não é mais possível planejar como antes a comunicação da organização,
  > pois a comunicação organizacional está se tornando cada vez menos
  > transacional e mais relacional e social. Não dá mais para produzir
  > pílulas de informação e servi-las para o consumo das pessoas e achar
  > que estamos nos comunicando com elas. É preciso construir
  > relacionamentos abertos e democráticos com os nossos públicos. E todos
  > nós sabemos que não é possível "planejar um relacionamento". Daí é
  > preciso redefinir as bases teórico-conceituais e também as práticas
  > daquilo que costumávamos chamar de "Planejamento de Comunicação".
  > 
  > Vou explicar rapidamente o porquê desta mudança em cada um dos paradigmas:
  > 
  > 1 - A COMUNICAÇÃO É PRERROGATIVA EXCLUSIVA DO SETOR OU DEPARTAMENTO DE
  > COMUNICAÇÃO
  > Em primeiro lugar é importante ressaltar e entender que todos na
  > Organização desempenham um papel importante dentro do processo de
  > Comunicação Organizacional. Todos os colaboradores da organização, de
  > uma forma ou de outra, comunicam-se com os nossos clientes. Como já
  > falei, Comunicação hoje, é sinônimo de relacionamento e um
  > relacionamento entre os nossos clientes e a organização onde
  > trabalhamos é construído e edificado levando-se em consideração TODOS
  > os contatos entre eles (clientes) e a nossa organização. É muita
  > ingenuidade acreditar que a imagem que os nossos clientes tem da nossa
  > organização e dos produtos e serviços ofertados por ela, é construída
  > apenas pelo "consumo" do material produzido por nossas assessorias de
  > comunicação. Todos os contatos entre os nossos clientes e a nossa
  > organização somam-se para formar a imagem da organização em suas
  > cabeças.
  > 
  > Portanto é muito importante que pelo menos duas mudanças sejam
  > operadas na prática: (1)a política de comunicação se transforme numa
  > política de relacionamento baseada nos valores VERDADEIRAMENTE
  > compartilhados pelo grupo de colaboradores e (2) que esta política
  > seja internalizada em todos os procedimentos e rotinas administrativas
  > da organização. E o mais importante, todos precisam entender (todos
  > mesmo!!!) e respeitar essa política.
  > 
  > 2 - O ATO DE COMUNICAR CONSISTIA ESSENCIALMENTE NUMA TAREFA
  > TRANSACIONAL - Já falei sobre isso mais acima. Comunicação deve ser
  > entendida como relacionamento. Não como uma transação do tipo "start
  > and stop".
  > 
  > 3 -  A INICIATIVA E O CONTROLE DA MENSAGEM ESTAVA SEMPRE NAS MÃOS DAS
  > ORGANIZAÇÕES - Essa mudança de paradigma também poder ser explicada
  > pelo mudança (de transacional para relacional) na natureza da
  > comunicação organizacional. Você já tentou controlar com mão de ferro
  > um relacionamento, quer seja um relacionamento amoroso, familiar ou
  > profissional? Se você já tentou fazer isso já sabe que não vai
  > funcionar. Relacionamentos sadios e edificantes não podem ser
  > construídos a base de tirania.
  > 
  > Um conselho que dou a todos: Tratem seus clientes como amigos.
  > Respeite-os. Seja franco e aberto para discutir tudo, inclusive aquilo
  > que não seja do seu interesse. Só assim vocês poderão ser levados a
  > sério por eles.
  > 
  > Mais adiante vou falar das implicações dessa mudança paradigmática nos
  > relacionamentos das organizações com os seus públicos nas chamadas
  > redes sociais.
  > 
  > Grande abraço
  > 
  > Hélio Teixeira
  > 
  > Em 19 de fevereiro de 2010 14:42, Imprensa - Câmara Pedreira
  > <imprensa em camarapedreira.sp.gov.br> escreveu:
  > > Obrigado mais uma vez caros (as) amigos (as) por responderem prontamente
  > > minhas considerações. Sugiro agora uma troca de experiências para enriquecer
  > > um pouco mais nossa discussão. Para isso vou tentar detalhar um pouco melhor
  > > a situação do Legislativo pedreirense, para vocês conhecerem o que tenho
  > > feito e o que me levou a abordar o tema Redes Sociais nesta lista.
  > > Quando assumi o departamente de comunicação desta Casa de Leis, minha
  > > primeira ação foi criar um Planejamento Estratégico suscinto para ter um
  > > direcionamento de ações.
  > > Para isso, primeiramente estabeleci uma "Visão" e uma "Missão" (como bem
  > > colocou o Prof. Marcelo) para o departamento e fui delineando alguns
  > > objetivos que gostaria de atingir a curto e médio prazo.
  > > Coloquei como "Visão" do departamento de Comunicação, a promoção e a
  > > formação política e social do cidadão, visando um aumento da participação da
  > > comunidade nas sessões legislativas e na aproximação da Câmara com a
  > > comunidade. Como "Missão" estabeleci que a Assessoria de Comunicação deveria
  > > fornecer, com eficiência e eficácia, informações consistentes sobre a
  > > atuação do poder Legislativo para os mais diversos públicos-alvos que
  > > quisesse atingir, mantendo uma imagem positiva da instituição. Asssim,
  > > estabeleci duas categorias de públicos-alvos: Interno (Funcionários e
  > > Vereadores) e Externo (População, Imprensa, Poder Executivo - local,
  > > Estadual e Federal, Poder Legislativo - Estadual e Federal, Instituições
  > > Públicas, Ministério Público, Tribunais de Contas e Tribunais da Justiça).
  > > A partir daí, fui estabelecendo algumas estratégias de ação: realizei uma
  > > reunião com todos os colaboradores da Câmara para apresentar o trabalho da
  > > Assessoria de Comunicação e depois realizei uma apresentação do departamento
  > > para a imprensa.
  > 
  > 
  > 
  > 
  > > Após as apresentações, a princípio me dediquei à formação de uma imagem
  > > positiva da Câmara para o público externo através de releases e coberturas
  > > de eventos jornalísticos onde a Câmara participava. Durnate dois anos me
  > > dediquei a isso e medi o impacto de minhas ações através da clippagem.
  > > Consegui um resultado positivo. Então, a partir do segundo semestre do ano
  > > passado, me voltei para o público interno ao qual tenho me dedicado até
  > > agora, com resultados de difícil monitoramento pela falta de tecnologia
  > > adequada. Ao mesmo tempo, no final de 2009 comecei a dar atenção às novas
  > > ferramentas de mídia eletrônica, quando procurei o Portal Modelo para
  > > implantação de nosso site e comecei a me aventurar pelas redes sociais
  > > (Twitter, Facebook e Orkut), o que me levou a colocar em discussão o tema
  > > nessa lista.
  > > Acredito que essas informações possam ser úteis para as próximas
  > > considerações da lista. Assim, para não me tornar cansativo,  paro por aqui.
  > >
  > > Atenciosamente
  > > Maurício Batarce
  > > Assessor de Comunicação
  > > (19) 3893-3172 (com.)
  > > (19) 8179-0699
  > > imprensa em camarapedreira.sp.gov.br
  > >
  > > --
  > > Site da Comunidade GICOM
  > > http://colab.interlegis.gov.br
  > >
  > > Para pesquisar o histórico da lista visite:
  > > http://colab.interlegis.gov.br/wiki/PesquisaListas
  > >
  > > Para administrar sua conta visite:
  > > http://listas.interlegis.gov.br/mailman/listinfo/gicom
  > >
  > 
  > 
  > 
  > --
  > Hélio Teixeira
  > http://ComunicacaoChapaBranca.com.br
  > Twitter: http://twitter.com/helioteixeira ou
  > http://twitter.com/chapabranca
  > 
  > 
  > 
  > -- 
  > Hélio Teixeira
  > http://ComunicacaoChapaBranca.com.br
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