[gial] Trajédia que a gente não quer que aconteça

Angelo Marcondes de Oliveira Neto angelomarcondes em gmail.com
Quinta Abril 30 14:01:21 BRT 2009


Carolina,

Obrigado pelas preciosas informações. Vou informar os meus parlamentares a
fazerem uma visita a Orindiuva, e conhecerem o caso de perto.
Só por curiosidade, eu conheço Orindiuva e tenho amigos lá. Por sinal moro
relativamente perto, mas do lado mineiro do Rio Grande.

Abraços

Angelo Marcondes de Oliveira Neto.
Assessor de informática. - Câmara Municipal de Carneirinho.
www.cmcarneirinho.mg.gov.br  - uaigeek.blogspot.com
angelomarcondes em gmail.com - (34) 91414287 e 9978-5076
"Não existe inseticida para filosofia barata"


2009/4/30 <carolbeatriz em usp.br>

> Olhemos por outro ângulo...
>
> Por que ao invés de continuarmos criticando fatos já conhecidos de
> todos, não adotamos modelos do que queremos e os incentivamos?
>
> Dou um exemplo prático do que quero dizer: o município de Orindiúva
> (provavelmente estranho à maioria), localizado no norte do estado de
> SP, é hoje o primeiro colocado no Índice de Responsabilidade Fiscal e
> Social (IRFS), calculado pela Confederação Nacional dos Municípios
> (CNM). Esta cidade, que me é bastante familiar por conta da presença
> de boa parte da minha família, possui cerca de 5.000 habitantes e, ao
> contrário da que foi dito em email anterior, os professores dão aula
> porque gostam e se orgulham disso. Vejam por quê:
>
> ?No caso de Orindiúva, o município possui bons indicadores fiscais,
> pois é credor, em vez de devedor, e tem livre em caixa quase meio ano
> de receita. Da arrecadação anual da cidade, 53% são gastos em pessoal,
> 18,5% em investimentos (bem acima da média nacional de 11,55%) e
> apenas 13% no custeio da máquina (média nacional de 24,1%), o que
> corresponde a uma boa combinação de indicadores, na avaliação da CNM.
> Na área social, a prefeitura paulista tem um bom desempenho tanto na
> área de saúde quanto na educação, destacando-se pela quantidade de
> professores da rede municipal com curso superior: 90,4% de acordo com
> os dados do Instituto Nacional de Pesquisas em Educação (Inep), ligado
> ao MEC.
>
> A taxa de abandono escolar de Orindiúva também a ajuda a subir no
> ranking, pois, segundo o Inep, do Ministério da Educação, foi zero em
> 2006. Na média nacional, esse indicador é de 7,43%. Já a média de
> professores com curso superior tem subido em todo o País nos últimos
> anos, atingindo 56,3% no último levantamento.?
>
> Fonte:
> http://www.tribunaimpressa.com.br/Conteudo/Default.aspx?IDConteudo=83158&IDSessao=60038
>
> O governo da cidade vem investindo bastante na educação, a exemplo do
> Centro Educacional Orindiúva que atende 936 crianças e possui lousas
> interativas em todas as salas, adquiridas pela Secretaria de Educação
> do município. Além disso, a cidade oferece internet gratuita, via
> satélite, para a população, possibilitando o acesso à informação.
>
> Acredito ser exemplos como esse que queremos ver acontecer por todo o país.
>
>
>
> Carolina Beatriz M. Borges
> Prefeitura do Município de São Paulo
> Secretaria Municipal de Modernização, Gestão e Desburocratização
>
>
>
>
>
>
> Citando Damiem Barbosa <damiem.barbosa em gmail.com>:
>
> > Não sei não...
> >
> > O povo precisa entender discursos como este para que a educação venha a
> > tomar um rumo que se espera? Ou será que não é ao contrário? A educação
> deve
> > tomar o rumo que se espera para que o povo passe a entender discursos
> como
> > este.
> >
> > O "sempre" aplaudido Cristovão Buarque foi candidato a Presidência da
> > República. Recebeu uma votação pífia.
> >
> > Se aqui neste fórum, que entende-se ser frequentado por pessoas com
> vivência
> > política, dias atrás tinha gente gritando contra a Constituição e
> defendendo
> > plano de saúde privado para entidades públicas, o que podemos esperar do
> > povo(?)?
> >
> > O povo(?) quer entender discursos como este?
> >
> > Abraços
> >
> > Damiem Barbosa
> > GPP-USP
> >
> >
> >
> >
> >
> > 2009/4/29 <brnabud em usp.br>
> >
> >> Caro Sérgio e turma,
> >>
> >> É engraçado (para não dizer cômico) quando você chama a atenção à
> >> falta de ação incisiva na educação, pois bem, ela não faz falta, pois
> >> quando falamos que a educação no país não vai bem, qualquer criancinha
> >> (até minha filha) já tem na ponta da língua que estamos falando da
> >> educação pública, de resto, flutuamos em céu de brigadeiro, veja você:
> >> temos tecnologias exclusivas (vide petrobrás, embrapa, ITA, dentre
> >> outros pólos de excelência), temos um cientista prestes a ganhar o
> >> prêmio Nobel (vide Miguel Nicolelis que fez uma macaca mover um robô
> >> do outro lado do mundo com a força do pensamento [da própria macaca]),
> >> o ENEN consegue ranquear as melhores escolas privadas fazendo com que
> >> ela aumente suas mensalidades, e o governo com suas provas malucas
> >> (IDEB) não obrigam que muitas outras escolas privadas passem pelo
> >> crivo desse mesmo teste, existe muita ONG voltada para a educação que
> >> estão nas mãos das elites, ou seja, pra quê mudar.
> >>
> >> Vejamos a saúde, por exemplo, o atendimento básico e exames básicos
> >> (pra não dizer ridículos) é quase um mito para a população pobre
> >> (qualquer convênio ´pífio dá conta dessa demanda), diferente de outras
> >> políticas do SUS como o atendimento ao HIV e aos casos de Alta
> >> Complexidade, sem contar a distribuição gratuita de medicamentos de
> >> preços exorbitantes, onde qualquer classe-média, através de uma
> >> representação jurídica, consegue ter acesso, no entanto, o câncer não
> >> vê cor, classe, ou gênero. Conclusão: "temos um dos melhores sistemas
> >> de saúde no mundo" e eu sei que já ouvimos muito isso.
> >>
> >> Enfim, a falta de educação não está batendo na bunda de ninguém, como
> >> você disse: " o povo está entendendo esses discursos?", é óbvio que
> >> não, na verdade o grande desafio da educação no Brasil é recuperar uma
> >> dívida social, dívida essa que a classe dominante nunca esteve
> >> disposta a pagar. Mas de uma coisa eu tenho certeza, não será sempre
> >> assim, e é essa certeza que me faz esfolar-me na graduação, na
> >> educação que eu passo a minha filha, um dia, pode apostar, esse regime
> >> não servirá mais, e qualquer faísca servirá para ascender o estopim na
> >> sociedade, e quem viver...[   ]
> >>
> >>
> >> Abraços
> >>
> >> Bruno Abud
> >>
> >> Citando sergio.varella em usp.br:
> >>
> >> > Bom dia.
> >> >
> >> > Mais um discurso, e intervenção, cheio de boas intenções e tentativa
> >> > de erudição ao mesmo tempo em que os resultados do ENEM comprovam que
> >> > o ensino público é ruim. Erudição para quem? Quantos brasileiros
> >> > conseguem entender o que foi falado? Além do mais, temos muitas peças
> >> > desse tipo ao longo de nossa História.
> >> >
> >> > Executivo, Legislativo, Judiciário, mídia. Onde está o resto do país?
> >> >
> >> > Como sempre, falta um sentido prático para o discurso, o que fazer,
> >> > qual a ação a ser tomada, qual é a proposta, qual o plano, quem faz o
> >> > quê, quando começa, quais são os próximos passos, que medidas estão
> >> > sendo efetivadas.
> >> >
> >> > Falar é fácil, fazer é que são elas!
> >> >
> >> > Sergio Luiz Antunes Varella.
> >> > EPP2-Escritório para Projeto de Políticas Públicas.
> >> >
> >> >
>
>
> --
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