[gial] Trajédia que a gente não quer que aconteça

carolbeatriz em usp.br carolbeatriz em usp.br
Quinta Abril 30 11:50:51 BRT 2009


Olhemos por outro ângulo...

Por que ao invés de continuarmos criticando fatos já conhecidos de  
todos, não adotamos modelos do que queremos e os incentivamos?

Dou um exemplo prático do que quero dizer: o município de Orindiúva  
(provavelmente estranho à maioria), localizado no norte do estado de  
SP, é hoje o primeiro colocado no Índice de Responsabilidade Fiscal e  
Social (IRFS), calculado pela Confederação Nacional dos Municípios  
(CNM). Esta cidade, que me é bastante familiar por conta da presença  
de boa parte da minha família, possui cerca de 5.000 habitantes e, ao  
contrário da que foi dito em email anterior, os professores dão aula  
porque gostam e se orgulham disso. Vejam por quê:

?No caso de Orindiúva, o município possui bons indicadores fiscais,  
pois é credor, em vez de devedor, e tem livre em caixa quase meio ano  
de receita. Da arrecadação anual da cidade, 53% são gastos em pessoal,  
18,5% em investimentos (bem acima da média nacional de 11,55%) e  
apenas 13% no custeio da máquina (média nacional de 24,1%), o que  
corresponde a uma boa combinação de indicadores, na avaliação da CNM.  
Na área social, a prefeitura paulista tem um bom desempenho tanto na  
área de saúde quanto na educação, destacando-se pela quantidade de  
professores da rede municipal com curso superior: 90,4% de acordo com  
os dados do Instituto Nacional de Pesquisas em Educação (Inep), ligado  
ao MEC.

A taxa de abandono escolar de Orindiúva também a ajuda a subir no  
ranking, pois, segundo o Inep, do Ministério da Educação, foi zero em  
2006. Na média nacional, esse indicador é de 7,43%. Já a média de  
professores com curso superior tem subido em todo o País nos últimos  
anos, atingindo 56,3% no último levantamento.?

Fonte:http://www.tribunaimpressa.com.br/Conteudo/Default.aspx?IDConteudo=83158&IDSessao=60038

O governo da cidade vem investindo bastante na educação, a exemplo do  
Centro Educacional Orindiúva que atende 936 crianças e possui lousas  
interativas em todas as salas, adquiridas pela Secretaria de Educação  
do município. Além disso, a cidade oferece internet gratuita, via  
satélite, para a população, possibilitando o acesso à informação.

Acredito ser exemplos como esse que queremos ver acontecer por todo o país.



Carolina Beatriz M. Borges
Prefeitura do Município de São Paulo
Secretaria Municipal de Modernização, Gestão e Desburocratização






Citando Damiem Barbosa <damiem.barbosa em gmail.com>:

> Não sei não...
>
> O povo precisa entender discursos como este para que a educação venha a
> tomar um rumo que se espera? Ou será que não é ao contrário? A educação deve
> tomar o rumo que se espera para que o povo passe a entender discursos como
> este.
>
> O "sempre" aplaudido Cristovão Buarque foi candidato a Presidência da
> República. Recebeu uma votação pífia.
>
> Se aqui neste fórum, que entende-se ser frequentado por pessoas com vivência
> política, dias atrás tinha gente gritando contra a Constituição e defendendo
> plano de saúde privado para entidades públicas, o que podemos esperar do
> povo(?)?
>
> O povo(?) quer entender discursos como este?
>
> Abraços
>
> Damiem Barbosa
> GPP-USP
>
>
>
>
>
> 2009/4/29 <brnabud em usp.br>
>
>> Caro Sérgio e turma,
>>
>> É engraçado (para não dizer cômico) quando você chama a atenção à
>> falta de ação incisiva na educação, pois bem, ela não faz falta, pois
>> quando falamos que a educação no país não vai bem, qualquer criancinha
>> (até minha filha) já tem na ponta da língua que estamos falando da
>> educação pública, de resto, flutuamos em céu de brigadeiro, veja você:
>> temos tecnologias exclusivas (vide petrobrás, embrapa, ITA, dentre
>> outros pólos de excelência), temos um cientista prestes a ganhar o
>> prêmio Nobel (vide Miguel Nicolelis que fez uma macaca mover um robô
>> do outro lado do mundo com a força do pensamento [da própria macaca]),
>> o ENEN consegue ranquear as melhores escolas privadas fazendo com que
>> ela aumente suas mensalidades, e o governo com suas provas malucas
>> (IDEB) não obrigam que muitas outras escolas privadas passem pelo
>> crivo desse mesmo teste, existe muita ONG voltada para a educação que
>> estão nas mãos das elites, ou seja, pra quê mudar.
>>
>> Vejamos a saúde, por exemplo, o atendimento básico e exames básicos
>> (pra não dizer ridículos) é quase um mito para a população pobre
>> (qualquer convênio ´pífio dá conta dessa demanda), diferente de outras
>> políticas do SUS como o atendimento ao HIV e aos casos de Alta
>> Complexidade, sem contar a distribuição gratuita de medicamentos de
>> preços exorbitantes, onde qualquer classe-média, através de uma
>> representação jurídica, consegue ter acesso, no entanto, o câncer não
>> vê cor, classe, ou gênero. Conclusão: "temos um dos melhores sistemas
>> de saúde no mundo" e eu sei que já ouvimos muito isso.
>>
>> Enfim, a falta de educação não está batendo na bunda de ninguém, como
>> você disse: " o povo está entendendo esses discursos?", é óbvio que
>> não, na verdade o grande desafio da educação no Brasil é recuperar uma
>> dívida social, dívida essa que a classe dominante nunca esteve
>> disposta a pagar. Mas de uma coisa eu tenho certeza, não será sempre
>> assim, e é essa certeza que me faz esfolar-me na graduação, na
>> educação que eu passo a minha filha, um dia, pode apostar, esse regime
>> não servirá mais, e qualquer faísca servirá para ascender o estopim na
>> sociedade, e quem viver...[   ]
>>
>>
>> Abraços
>>
>> Bruno Abud
>>
>> Citando sergio.varella em usp.br:
>>
>> > Bom dia.
>> >
>> > Mais um discurso, e intervenção, cheio de boas intenções e tentativa
>> > de erudição ao mesmo tempo em que os resultados do ENEM comprovam que
>> > o ensino público é ruim. Erudição para quem? Quantos brasileiros
>> > conseguem entender o que foi falado? Além do mais, temos muitas peças
>> > desse tipo ao longo de nossa História.
>> >
>> > Executivo, Legislativo, Judiciário, mídia. Onde está o resto do país?
>> >
>> > Como sempre, falta um sentido prático para o discurso, o que fazer,
>> > qual a ação a ser tomada, qual é a proposta, qual o plano, quem faz o
>> > quê, quando começa, quais são os próximos passos, que medidas estão
>> > sendo efetivadas.
>> >
>> > Falar é fácil, fazer é que são elas!
>> >
>> > Sergio Luiz Antunes Varella.
>> > EPP2-Escritório para Projeto de Políticas Públicas.
>> >
>> >





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